Destaque da Semana

Destaque da Semana
Venda de camisas de futebol

sexta-feira, 31 de março de 2017

CSA-AL & Numer 2017



O CSA, tradicional clube de Alagoas, apresentou aos torcedores e à imprensa os seus novos uniformes e um novo ônibus personalizado, na manhã do último sábado (25/03).

O evento aconteceu no cinema do Maceió Shopping, localizado no bairro Mangabeiras, e reuniu diversos torcedores animados com o lançamento.


Conforme a programação, 40 sócios sorteados pelo clube saíram do Centro de Treinamento no Mutange e foram em direção do evento, estreando o novo ônibus do Centro Esportivo Alagoano.


Com um novo fornecedor de materiais esportivos, a Numer, o coordenador do Sócio Torcedor, Leonarlly Ricitelly, acredita que os novos uniformes vão revigorar o amor da torcida pelo time.

-"Tivemos decepções com os uniformes anteriores e agora voltamos ao modelo tradicional, como foi o pedido de muitos torcedores. O novo conceito traz uma nova esperança", disse.

Após a confirmação da aquisição do ônibus, o presidente do clube, Rafael Tenório, explicou que há tempo que o CSA precisa de um ônibus para deslocar o time nas viagens e levá-lo aos estádios.

Este ônibus, adesivado e plotado com as cores e escudo do time, foi uma aquisição do Grupo Rafael Tenório.


Para a torcida, foi um dia de comemoração. O torcedor Ricardo Omêna, 49, e seu filho Matheus Omêna, 13, marcaram presença no evento. "Achei a mudança excelente. O CSA agora está com um padrão de uniforme digno da tradição e grandeza do time", disse Ricardo. Sobre o ônibus, ele acredita que significa mais um progresso na reestruturação do clube.

BLOG:

A Numer entrou na vida do CSA para trazer um pouco de alento ao pessoal que queria um trabalho mais tradicional nas camisas do Clube.

E a nova fornecedora, na minha opinião, fez um excelente trabalho!

Nova camisa titular em campo no clássico estadual contra o CRB

A camisa titular segue um padrão listrado tradicional do clube, e ficou bonita, simples e elegante.

Para as outras camisas, um toque de modernidade sem deixar de lado as cores do CSA. A camisa #02 se apresenta em tons de azul escuro (menos escuro no corpo) e com listras horizontais em arte degadrê num tom azul mais escuro.

A Camisa #03 é branca, mas também com um layout de listras horizontais em azul claro em desenhos modernos e chamativos.


Um grande notícia é a inserção de patrocínios e logos em harmonia com as cores da camisa - pelo menos é o que podemos ver nestas fotos de jogo. Visualmente, fica bem bonito.



O novo ônibus do clube é um Busscar Jum Buss 360-2007 sobre chassis MB O-500RSD.

O trabalho de plottagem ficou excepcional, modernos, jovial e atrativo, seguindo o padrão das artes aplicadas nos ônibus dos clubes espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Sob Pressão - "Pitaco" C&M

O cinema nacional sempre me impressionando.

Dedilhando pelos canais da TV, decidi assistir este filme, e sinceramente, que ótima escolha!


Ao longo de um dia tenso na emergência, na sala de trauma e no centro cirúrgico, acompanhamos o trabalho do cirurgião Evandro (Júlio Andrade) e equipe em três casos que requerem cirurgias de risco: um traficante, um policial militar e uma criança de família rica, todos feridos durante um tiroteio numa favela próxima ao hospital. Enfrentando a urgência, as condições limitadas do hospital e a pressão de parentes e outras pessoas ligadas aos pacientes, Evandro vai se ver diante de escolhas difíceis para fazer tudo o que é possível e tentar o impossível.

ELENCO:



TRAILER:



PITACO do C&M:

AVISO do C&M: As observações e notas do blog, não são, de maneira nenhuma, o retrato ou consenso comum de opinião. É só uma simples e humilde opinião do blog, na forma de um simples bate-papo cinéfilo.

< ALERTA DE SPOILER! >

Estamos em um "debilitado" e velho hospital no Rio de Janeiro que fica nas cercanias de uma comunidade em guerra.

Logo no início do filme já nos deparamos com a figura do Dr. Evandro (Júlio Andrade) deixando seu plantão, esgotado fisicamente e fazendo um rápido “lanche” na entrada do prédio. Os tiros ao fundo e o diálogo com o amigo dono da barraca do lanche já nos dão o indício de que o título do filme é muito correto.


Daí em diante é uma propulsão de fatos que nos mostram como é o dia-a-dia de equipes de médicos em certos hospitais pelo Brasil – que mais se assemelham à um hospital de campanha.

Mas o filme não é só isso.


A história mostra de maneira rápida e inteligente, todas as faces de situações adversas e escolhas necessárias e suas consequências.

Quando chegam ao Hospital, baleados, um traficante, um policial e uma criança – tendo somente duas salas de procedimentos cirúrgicos e uma escassa equipe, isso se evidencia.


Enquanto o oficial da equipe policial “exige” que o policial tenha prioridade no atendimento, o Dr. Evandro e equipe querem cuidar do caso mais grave – o traficante – e por cima disso tudo, temos o menino atingido por uma bala perdida quando passava por uma avenida próxima e é filho de um influente dono de jornal. E adivinhem? No calor das ações, O Dr. Evandro despacha o residente para verificar a situação do menino – mas depois de um erro de diagnóstico – a situação piora e a criança também precisa entrar em cirurgia imediatamente.


A pressão é contínua de todos os lados. Somando-se a isso, temos um hospital extremamente precário e escasso de recursos materiais e humanos, a guerra do tráfico e troca de tiros entre bandidos e PMs ao lado, e ainda um "blackout" de energia agoniante.

No desenrolar rápidos dos fatos, temos uma reviravolta súbita quando os traficantes invadem o hospital atrás do outro bandido ferido, ocasionando, como um castelo de cartas, um infarto em um dos membros da equipe do hospital, que é na minha opinião o grande momento do filme. Improvisações, nervosismo, discussões e tensão resumem esta parte final da película e não nos deixam tirar o olho da tela para ver o ato final.


Infelizmente, nem tudo são flores. Há uma certa perda de senso no roteiro, ao incluírem um take de “atração/sexo” forçado entre a Dra. Carolina (Marjorie Estiano) e Dr. Paulo (ìcaro Silva), que não tem um motivo plausível de estar ali na trama. E, sinceramente... nem precisava! Pô, a mulher estava no seu primeiro dia de trabalho no hospital!!! Esse tipo de atração, de envolvimento leva mais um pouco de tempo, pessoal!!! Basta ver o que ocorreu com os protagonistas da série Unidade Básica – Pô era visto que desde o primeiro episódio eles iam “se pegar”, mas seguiram uma certa lógica e isso demorou um pouco por lá... Normal.


Ao mesmo tempo - merecido o grande elogio aqui - em numa sequência muito rápida e inteligente, termos o motivo do “inferno interno” da vida do Dr. Evandro, evidenciado num rápido diálogo dele com Ana Lúcia (Andréa Beltrão).


Mas o filme cumpre um papel bacana: de evidenciar o quanto pode ser terrível, certos plantões de médicos, enfermeiros e outros profissionais num cenário mórbido e com total ausência do estado. Em todo o momento do filme, temos um Dr. Evandro transtornado, fatigado e altamente dependente de drogas (remédios) para se manter ativo no plantão.


Atentar para dois momentos que mostram perfeitamente o espírito de improviso: No início, quando o socorrista do SAMU “implora” pela sua maca e depois quando o eletricista está verificando a caixa de energia e recebe a ordem de –“ Faz logo esse gato! ” ...  Sem contar o resgate da velha e encostada máquina de circulação mecânica, para a Operação em Samuel (Stepan Nercessian).


Pode ter um “furo” aqui e acolá, mas não prejudica a totalidade. É um filme com um tempo excelente de exibição – não cansa e arrisco dizer, na medida certa.


Evolução: A capacidade do filme em deixar o espectador "ligado" na tela.
N/A = Não aplicável ou em cenas mínimas.
* Trilha sonora, fotografia.

Marumbi 28.040 - Álbum C&M


quarta-feira, 29 de março de 2017

Routemasters Paulistanos

Os “Routemasters” Paulistanos

Sim!!! Em meados de setembro de 1987, São Paulo literalmente transformou-se Londres. Pelo menos no quesito transporte coletivo.

A Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) colocou em circulação na cidade 11 (onze) unidades de ônibus de dois andares de 4,3 metros de altura. Eles circularam na linha 5111, no corredor de Santo Amaro.


No ano seguinte, mais 26 ônibus foram adicionados à frota – dessa vez, fabricados pela Thamco Indústria e Comércio. Tal qual os londrinos, todos esses 37 ônibus foram pintados de vermelho.


Em cada um deles cabiam 112 passageiros (os convencionais comportam atualmente 75, e os articulados, 120).


Como temos a rotina de apelidar quase tudo, o nosso busão duplo ganhou um apelido: “Fofão” (devido a seus cantos arredondados). SQN!  Na verdade, seu apelido mais forte e o que mais pegou na capital paulista foi de “Dose Dupla” – em parte por ter dois andares e em parte como forma de homenagear o famoso e refinado gosto do então prefeito por whisky escocês.

O interior superior de um dos nossos Routemasters

A novidade, entretanto, não passou de uma breve experiência da prefeitura, que foi logo descartada: em 1993, os nossos “Routemasters”, que viviam se enroscando nos cabos de força dos trólebus, foram tirados de circulação e vendidos em leilões públicos.


A falta de planejamento urbano na cidade de São Paulo talvez tenha determinado o fracasso da frota: Viadutos baixos, fiação elétrica e poucos profissionais qualificados para dirigir esses ônibus tornaram o projeto de Jânio Quadros – que era claramente político – inviável.

Jânio Quadros

Quanto à acessibilidade, os problemas ficaram no passado: Os double-deckers modernos já têm a altura do degrau de embarque adequada e espaços baixos para abrigar usuários de cadeiras de roda.


Hoje em dia, poucos remanescentes dos "Routemasters" brasileiros ainda existem: Um está no  Museu do Transporte, na zona Norte de São Paulo (Aberto de 3ª-feira a domingo, das 9h às 17h. A entrada é franca).  E a empresa Caprioli de Campinas conserva outras 3 (três) unidades em sua frota e os utiliza em eventos.


* * *


Transportes de dois andares existem em Londres desde os anos 1850.

As charretes puxadas a cavalo já eram assim.

E os ônibus começaram a aparecer em 1910, inicialmente abertos no andar de cima. Em 1956, surgiram os Routemasters – nome da fábrica mais conhecida –, que consolidaram o utilitário como um símbolo londrino.


A partir de 1981, os Routemasters foram sendo substituídos por veículos mais modernos. 


Em dezembro de 2005, os últimos remanescentes do modelo inicial foram tirados de circulação.


A pressão da população acabou convencendo o governo a lançar uma nova linha do nostálgico Routemaster.

Visão interna superior de um antigo Routemaster

Prometidos desde 2008, ele voltaram para as ruas londrinas. O “New Routemaster” como é conhecido, mais moderno, que comporta 62 pessoas sentadas, custa 1,4 milhão de libras por unidade.



Na época, o prefeito da cidade, Boris Johnson, declarou que a decisão de adicionar esses novos ônibus à frota da cidade não foi meramente estética: eles são mais ecológicos, consumindo metade do combustível usado por um ônibus comum. Hoje em dia, já está em uso diário em várias linhas.

Projeto de um "New Roadmaster"

Além do modelo "futurista" da foto mais acima, outros modelos foram inseridos na malha de transporte:


Porém, o mais visualmente impactante continua sendo o novo Routemaster:

Interior superior do Novo Routemaster

Mas quem vai a Londres tem também a chance de andar em uma réplica do antigo double-decker em passeios turísticos pelos pontos principais da cidade, oferecidos por empresas do ramo.

Escadaria do novo modelo

Outras trabalham com a locação dos utilitários para eventos: a empresa "This Bus" aluga antigos Routemasters para os casais londrinos celebrarem casamentos...


... Bem como também poderá encontrar um simpático destes antigos ônibus convertido em um charmoso bar:


... Ou ainda como uma lembrancinha...


O fracasso dos Routemasters originais estava diretamente ligada à sua dependência de cobradores: “Com a privatização do sistema de ônibus de Londres, buscou-se reduzir o custo das operações, dando controle ao motorista para cobrar as tarifas”.


Com os antigos Routemasters, isso não seria possível: o motor do ônibus ocupava grande parte de sua parte dianteira, não permitindo o embarque de passageiros pela frente.


Obrigado pela visita, e até a próxima!