segunda-feira, 10 de outubro de 2011

London Eye (Semanal-Vitral)

A London Eye também conhecida como Millennium Wheel (Roda do Milênio), é uma roda-gigante de observação, de caráter turísitco. Situada na cidade de Londres, capital do Reino Unido, foi inaugurada no ano de 1999 e é um dos pontos turísticos mais disputados da cidade.


A ideia por trás da London Eye remonta ao início da década de 1990. 

Nessa época, tendo em vista o novo milênio que se aproximava, vários projetos foram apresentados para marcar essa passagem. Em Londres, o jornal The Sunday Times, em conjunto com a Architecture Foundation, decidiu dar início a uma competição onde se escolheria um projeto para uma nova estrutura na cidade.


Os arquitetos David Marks e Julia Barfield tiveram a idéia de criar uma grande roda-gigante. Mas não seria uma roda-gigante comum; ela possibilitaria uma vista de toda a Londres. 

Em vez de simples gôndolas, como nas rodas-gigantes convencionais, haveria grandes cabines fixadas à roda, dotadas de amplas janelas de vidro. 

As cabines se movimentariam de acordo com a rotação, sempre deixando o visitante numa posição ereta. De fato era um projeto muito inovador, diferente de tudo que já tinha sido construído na cidade desde então.

Uma das cabines da London Eye

Muitos contratempos surgiram, e o projeto estava em vias de ser inviabilizado. 

Então, numa parceria com a Marks Barfield, a British Airways decidem arcar com as despesas da construção da então batizada British Airways London Eye.

Patrocinador "Pai" do projeto


O aval já tinha sido dado, e o lugar escolhido para a London Eye seria a margem sul do Tâmisa, bem próximo ao Parlamento.

O distrito de Lambeth permitiu que ela ficasse, com a condição de ser desmontada cinco anos depois.

CONSTRUÇÃO

Considerando que as ruas de Londres são demasiado estreitas e que seria impossível mover uma roda-gigante de 135 metros de diâmetro rio acima, foi decidido que ela seria construída no próprio Tâmisa, sendo suspendida depois.

Todo o material usado viria por balsas.


Apesar de ser um ícone londrino, muito pouco da London Eye é de fato inglês. 

As partes da roda foram fabricadas na Holanda, as cabines são dos Alpes Franceses, e as janelas foram produzidas em Veneza.


Todo o material subiu o rio até chegar ao lugar onde iria ser montada a roda. 

Em setembro de 1999, ela já estava pronta, e então iria começar o trabalho de 16 horas até suspender as 1.700 toneladas da London Eye. Mas, contra todas as expectativas, um cabo se rompeu. 

O novo milênio se aproximava e a mídia já chamava o projeto de Wheel of Misfortune (Roda do Infortúnio). Levou mais um mês e 10 dias até que ela estivesse "em pé". 

As cabines chegaram logo depois, e após 16 meses de trabalho, a inauguração estava marcada para o dia 31 de dezembro de 1999.


INAUGURAÇÃO

A abertura da London Eye se daria na passagem do ano, com a presença do Primeiro Ministro Tony Blair.

Entretanto... Uma das cabines não iria ser aprovada num teste de segurança. 

Levaria mais um mês até que o público pudesse desfrutar do "vôo", como a British Airways chama o passeio. Mas isso não impediu que a roda girasse sem passageiros. Nos últimos minutos de 1999, Tony Blair apertou um botão, um Concorde voou sobre o céu de Londres e os fogos foram lançados. O novo milênio já tinha chegado, e com ele a London Eye.


No primeiro dia de fevereiro de 2000, o público finalmente teve a chance de entrar na London Eye. O tempo estava essencialmente britânico, com muita neblina, mas isso não impediu os londrinos de experimentar seu novo ponto turístico.

A mais nova roda-gigante de Londres provou ser um sucesso imediato.


A British Airways parou de patrocinar a London Eye desde o inicio de 2008.

A atração hoje e de propriedade da Merlim Entertainment Group, um dos maiores grupos de entretenimento da Europa. 


O grupo possui varios parques na Inglaterra bem como o famoso museu de cera Madame Tussauds com sede principal em Londres.

As 32 cabines podem comportar 15.000 visitantes por dia e a volta completa dura um pouco menos de 30 minutos.

Interior de uma das cabines

Havia, como foi dito, uma restrição de cinco anos para a London Eye.

Os críticos já tinham dado o apelido de Eyeful Tower, numa referência à Torre Eiffel, que também fora concebida para ser desmontada no futuro.

Mas em 2002 o distrito de Lambeth concedeu à British Airways uma licença permanente.

* * * * *

Desde 2006, a roda gigande deixou de ser a maior do mundo, após a inauguração da Estrela de Nanchang (160 m), localizada na cidade de Nanchang, China. 

Atualmente, a maior roda gigante do mundo é a Singapore Flyer, com 165 metros de altura (equivalente à uma altura de 42 andares) sendo 30 metros mais alta que a London Eye. Realizou sua primeira volta no dia 11 de fevereiro de 2008.

Visão da Singapore Flyer


O BLOG agradece sua visita, e deseja uma ótima semana!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Repeteco : Arapongas Esporte Clube


Seguindo a recente temática de refazer ensaios com imagens mais nítidas de camisas já apresentadas no blog, hoje eu trago novas imagens das camisas de 2010 do Arapongas-PR. Clique no link abaixo para ver o “repeteco” com novas fotos.


Ótimo FINAL de SEMANA para todos!!!

Simutrans : Novos Addons

NOVOS ADDONS

A página da Comunidade Japonesa do Simutrans apresentou alguns novos arquivos addon’s para baixar...

Esta série de addon's são todos TU's para malha ferroviária:


TOBU Railway old car train set
Autor : 皆川鉄道/MinagawaRailway
Addons para versão 128 (110.0.1/102.2.2)


Subway HIBIYA LINE old car trains set
Autor : 皆川鉄道/MinagawaRailway
Addons para versão 128 (110.0.1/102.2.2)


TOKIO metro HIBIYA LINE trains set
Autor : 皆川鉄道/MinagawaRailway
Addons para versão 128 (110.0.1/102.2.2)


Nº 1 Emperor train set
Autor : 皆川鉄道/MinagawaRailway
Addons para versão 128 (110.0.1/102.2.2)


TOKIO metro GINZA LINE trains set
Autor : 皆川鉄道/MinagawaRailway
Addons para versão 128 (110.0.1/102.2.2)


Abaixo, os link's para se baixar os arquivos:

Página da Comunidade Simutrans Japão (em japonês):


Endereço direto da página com download (em japonês):
http://japanese.simutrans.com/index.php?Addon128%2FTrain12
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Não obstante, a comunidade de Hong Kong também tm dois addon’s novos:


Vans Toyota ALPHARD e VELLFIRE
(Citycars)
Autoria  : Simutrans - Hong Kong  WorkShop
Addons para versão 128


Ônibus ScaniaK280UD/K310UD
Autoria  : Simutrans - Hong Kong  WorkShop
Addons para versão 128


Para baixar os arquivos:

Página do Hong Kong WorkShop (em mandarin/chinês):


Até a próxima... Valeu D+!!! sua visita!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Guerra da Lagosta

Foi como ficou denominado jocosamente à época pela imprensa, um contencioso entre os governos do Brasil e da França, que se desenvolveu entre 1961 e 1963.


Este foi um episódio que é pouco conhecido na História das Relações Internacionais do Brasil, e que girou em torno da captura ilegal de lagostas, por parte de embarcações de pesca francesas, em águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil.

Alertada por pescadores brasileiros, uma embarcação da Marinha do Brasil flagrou barcos de pesca franceses pescando lagosta clandestinamente na costa de Pernambuco, em águas territoriais brasileiras, sendo, então, convidados a se retirar. O episódio passou a ser referido nos meios de comunicação brasileiros como a “Guerra da Lagosta”, um conflito que, como a famosa “Batalha de Itararé”, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, não disparou um tiro sequer.



Na imprensa francesa, diante dos protestos dos pescadores de lagostas sobre os seus supostos direitos de pesca, travou-se um grandioso debate sobre o enquadramento da lagosta enquanto item de pesca e outras considerações sobre sua classificação como bem patrimonial do Brasil. À época, a crise extrapolou as relações diplomáticas entre os dois países, de tal modo que ambos chegaram a mobilizar os seus recursos bélicos.

Navios de Guerra brasileiros ao largo de Pernambuco (1962)

O primeiro a fazê-lo foi a França, que deslocou um contingente naval, mantido em prontidão, para uma área vizinha à região em conflito.

No Brasil, a opinião pública percebeu a situação como uma agressão da França aos direitos de soberania brasileiros.

O presidente João Goulart (1961–1964), após reunião do Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento, para a região, de considerável contingente da Esquadra, apoiado pela Força Aérea Brasileira.

Em terra, o 4° Exército, com sede em Recife, sob o comando do então general Humberto de Alencar Castello Branco, também se mobilizou.

Jornais da época

Embora a frase "Le Brésil, ce n’est pas un pays serieux" ("O Brasil não é um país sério"), seja tradicionalmente atribuída ao então presidente da França, general Charles de Gaulle, na realidade foi pronunciada pelo embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza Filho, referindo-se à inabilidade com que o governo brasileiro conduzia este contencioso.

Charles de Gaulle, presidente francês à época do conflito.
À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava (?!?). Caso nadasse, poder-se-ia considerar que estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro.

No debate diplomático entre o Brasil e a França, a comissão brasileira foi assessorada pelo então Almirante Paulo Moreira da Silva, especialista da Marinha do Brasil na área de Oceanografia.

Durante os debates, os especialistas da França defendiam que a lagosta era apanhada quando estava nadando, ou seja, sem contato com o assoalho submarino (considerado território brasileiro), momento em que, longe do contato com a plataforma continental, poderia ser considerado um peixe. 

Nesse momento, o Almirante Paulo Moreira tomou a palavra, argumentando que para o Brasil aceitar a tese científica francesa de que a lagosta podia ser considerada um peixe quando dá seus "pulos" se afastando do fundo submarino, então teria, da mesma maneira, que aceitar a premissa do canguru ser então considerado uma ave, quando dá seus "pulos". 

Tal argumento foi decisivo para o fim do conflito.

A questão foi assim encerrada a favor do Brasil.

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Novamente meus agradecimentos ao meu amigo Alexandre Pedron, valeu meu amigo!

As outras duas matérias (indiretamente) ligadas à esta são (clique nos links para acessar...):



Agradeço Muito sua visita aqui no C&M.