quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Inferno de Alang

Recebemos uma sugestão de matéria por parte de meu amigo Alexandre Pedron, e que realmente, é ótima

São na verdade, três assuntos, que estão interligados, e por isso dividi a matéria em três partes... 

Cronologicamente, a primeira parte à ser explorada é alusivo ao cemitério de navios de Alang, localizado na Índia.

Parte 01 - Alang...


Alang é certamente um dos lugares mais infernais e desagradáveis, distópicos e apocalípticos do mundo.


São quilômetros e quilômetros de praias lamacentas, sujas e repletas de destroços. Diante deste cenário assustador, centenas de navios desenganados se amontoam, esperando sua vez diante da "faca do açougueiro".

Foto do Google Maps mostrando a região de Alang
(Em destaque os inúmeros navios sendo desmantelados)

Um à um, os navios são encalhados naquelas areias imundas e são prontamente desmembrados por uma multidão de gente desesperada e desesperançada, sem ferramentas adequadas e sem o mínimo de segurança, que se atiram sobre os navios como gafanhotos famintos.



Vídeo jornalístico sobre Alang ("Toda a verdade" - Portugal)


Alang é o principal centro mundial de sucateamento de navios e reciclagem em escala industrial.

Mapa com a localização de Alang, na Índia,

Os estaleiros estão localizados no Golfo de Khambat, cerca de 50 km a sudeste de Bhavnagar.


A técnica majoritária utilizada é o do encalhe dos navios na maré alta. O trabalho de desmonte e sucateamento dos navios é predominantemente manual.


Obviamente, muitas das pessoas que lá tentam a sorte, com este ofício tão horrendo, acabam por padecer de doenças terríveis, e em sua maioria perdendo a vida, por complicações causadas pelo contato direto com materiais de alto teor tóxico, como o amianto, por exemplo. 


Abaixo temos duas cenas curiosas: 


1º... Um navio comercial recém chegado à Alang. Aguardando seu destino final, ainda intacto...


2º... E, somente alguns dias depois, o mesmo navio já quase irreconhecível, após o serviço funesto (mas necessário) de sucateamento...


Outros locais parecidos existem espalhados pelo mundo, com este mesmo ofício. Mas, sem dúvida, Alang é o mais deplorável e inóspito que existe.

Sem sombras de dúvidas, o desmantelamento desses gigantes marítimos é de extrema importância, para o reaproveitamento de materiais pesados, que seriam abandonados na natureza e causariam desastres ambientais de natureza catastróficas. Entretanto, o problema de Alang é justamente a maneira totalmente inóspita como isso é feito. O fator humano é totalmente deixado de lado, em prol de lucro e ritmo de trabalho.


 


Para a segunda parte desta matéria, a história é focada em um "gigante brasileiro" que encontrou seu fim justamente nestas águas lamaçentas... Veja a matéria acessando através do link abaixo:



Meus agradecimentos ao amigo Alexandre Pedron, que indicou a matéria... Valeu! 

OBRIGADO pela VISITA

terça-feira, 27 de setembro de 2011

C&M "bate e volta" no Rio de Janeiro (Parte 1)

PARTE 1 : Curitiba à Sampa !!!

Pé na estrada. A sexta em Curitiba (23/Set) amanheceu nublada, mas, sem chuva. Temperatura agradável para atravessar o trecho. No carro, pessoal animado... Eu (adoro uma estrada!), minha esposa Rose, mais a filha Fernanda e sua amiga Thuane à caminho do Rock in Rio (show do dia 24).


Às 07:00 estávamos cruzando o contorno leste rumo à Régis Bittencourt (BR-116).  Abaixo, um panorama da Régis, bem tranquila para frafegar. Mais ao fundo na foto, um "bruto" levanta poeira ao estacionar... Show!


Na altura de Cajati, já tiro a primeira das muitas fotos de minhas paixões, os busões. Aqui um G7 da InterSul:

Tráfego leve (ao contrário da pista inversa), e viagem tranquila até a primeira parada, o Graal Petropen, em Pariquera-Açu/SP.

INFORMATIVO C&M:


A Rede Graal é uma rede de postos de serviço nas estradas brasileiras, com ênfase na região sudeste.

Possui 41 postos. 


Teve suas operações iniciadas em 1974 atendendo de forma completa aos três públicos das estradas: os caminhoneiros, os passageiros de ônibus e os de automóveis, fato inédito no mercado até então.

Os ótimos resultados motivaram a inauguração oficial da Rede Graal.


O primeiro posto inovou criando amplos espaços para o cliente, novos serviços e produtos de alta qualidade.

Os investimentos e o espírito inovador não pararam no caminho.

Atualmente a Rede Graal conta com uma estrutura própria e uma equipe de profissionais capacitados para dar todo o suporte necessário ao cliente, tendo como missão, ser sempre a melhor opção para os clientes nas estradas.

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A Rose gosta muito de parar no Graal (e eu também, rsrsrs...) ainda mais quando pude fotografar as máquinas que lá estavam:


* Os três carros da RIMATUR estacionados mais ao canto, estavam locados por uma galera de Curitiba, indo justamente para o Rock in Rio.






Uma paradinha para café... E na saída um espaço temático para a criançada.

A aldeia Regius Petrus. Um jardim medieval em forma de labirinto... Muito legal (No meu tempo de guri não tinha essas coisas...).



De novo lá fora, já se preparando para retomar o trecho, eis que um belo DD da Transpen chega, e eu não ia ficar sem fotografar, né? Ah, tá bom!



Essa arte visual aplicada pela Transpen é muito bonita. Esta plottagem deixa o carro visualmente muito bacana! E similar à idéia aplicada pela Reunidas, em sua frota. Aqui por exemplo cai muito bem! A idéia de família... Este tipo de mensagem é a melhor à se passar numa estrada.


E assim, voltamos para estrada... Rumo à Sampa!


http://www.redegraal.com.br/

O único trecho que ainda requer atenção, são os 32 quilômetros da Serra do Cafezal, por conta de ser o único pedaço ainda não duplicado da Régis, mas que está em obras de duplicação. Bem..., entretanto pelo que vi, vai demorar ainda para esta obra ser concluída.

INFORMATIVO C&M:

A Serra do Cafezal, é uma trecho sinuoso da BR-116 no estado de São Paulo, compreendendo os municípios de Juquitiba, Embu-Guaçu e Itapecerica da Serra, com cerca de 32 Km e  indo a uma altitude de 1100 metros.

Trecho na Serra do Cafezal ( Foto : WEB )
Pertence ao sistema da Serra do Mar.

Trecho não duplicado da Rodovia, e por isso, local muito perigoso, onde ocorrem muitos acidentes graves, principalmente envolvendo caminhões.

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Para cruzar Sampa, seguimos pelo Rodoanel, e como queríamos parar no Rancho da Pamonha lá na AutoBand...


INFORMATIVO C&M:


O Rodoanel Mário Covas (SP-21), também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel é uma auto-estrada de 177 quilometros, duas pistas e seis faixas de rodagem que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo, na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões oriundos do norte e sul do Brasil e que hoje cruzam as duas vias urbanas marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), cujo reflexo no tráfego vem provocando uma grave situação de congestionamentos.


É prevista como uma rodovia de acesso restrito, com largas faixas vazias ou a serem preenchidas com arvoredos nas proximidades de áreas residenciais no seu entorno, visando a evitar a ocupação das áreas lindeiras.


Não obstante, a simples presença do Rodoanel provocou um intenso movimento de especulação imobiliária nessas regiões. Sua execução foi dividida em quatro trechos, Oeste, Sul, Leste e Norte. Metade da via foi entregue até o momento, o que corresponde aos trechos Oeste e Sul.




* * * * *

Depois de mais uma para para o almoço, seguimos (120 km de limite na Band... bom isso...) em direção à Dutra, via Marginal do Tietê... Numa sexta às 14:00 horas... Imaginem... E na imagem abaixo, pode-se notar que as nuvens estavam ficando menos densas, e o calor já estava bem presente...



Chegando devagar (bem devagarinho...Estava tudo engarrafado!) a segunda e mais nova ponte estaiada de Sampa...


INFORMATIVO C&M:

Com a promessa de reduzir em 15 minutos o trajeto de quem vem para São Paulo das cidades do Grande ABC e de desafogar o trânsito na marginal Tietê, foi inaugurada em julho deste ano uma nova ponte estaiada na capital do Estado, sobre a marginal Tietê, que ganhou o nome de Governador Orestes Quércia. 

A ponte liga a avenida do Estado à pista central da marginal Tietê, ao lado do Pavilhão do Anhembi, no sentido Castello Branco, servindo como ligação entre o centro e a zona norte da cidade. 

A expectativa é de que passem cerca de 20 mil veículos por dia pela ponte, e possui capacidade de sustentação variante de 200 a 500 toneladas. Ela tem 660 metros de comprimento por 15,20 metros de largura e 55 metros de altura. Ao todo, 88 cabos sustentam a estrutura.


* * * * *
Depois da ponte, o trânsito deu uma melhorada rápida, e deu até para clicar um G7 da Gontijo zeradinho (de um total de cinco) no “maior gás” em perseguição aos outros que estavam bem à sua frente, todos indo rumo à Dutra.

Estava difícil de "emparelhar"... rsrsrsr
Fiquei na dúvida se ia pela Dutra ou pela Ayrton Senna... Optei pela primeira, e me arrependi... Trânsito pesado e parado até depois de Guarulhos, pelo excesso de veículos mesmo... Neste ponto, o céu já estava quase sem nuvens e o calor bem forte...

Bem, valeu a sua visita... A parte dois compreenderá o que se passou no trecho SP à RJ... 


*** Parte 02 já postada... Clique no link abaixo para ver:




Até, Tchau!!! e obrigado!!!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

UFPR, prédio histórico. (Vitral da Semana)


A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a mais antiga instituição de ensino com concepção de universidade do Brasil, fundada em 19 de dezembro de 1912, inicialmente com o nome de Universidade do Paraná.


Em 1920, por conta de política do governo federal, a Universidade foi desintegrada e passou a se constituir em faculdades isoladas até o ano de 1946, sendo então reintegrada e depois "federalizada" em 1951, quando passou a ser uma instituição pública a oferecer ensino gratuito.

Atualmente as instalações da universidade estão distribuídas em vários pontos da cidade de Curitiba e em outras cidades do Paraná. 

Mapa com as unidades da UFPR na cidade de Curitiba

A instituição possui 77 opções de cursos de graduação, 124 de especialização, 41 de mestrado e 26 de doutorado. 

Seu Lema é: “Scientia et Labor”

Campus Santos Andrade (Histórico)

O tema do Vitral da Semana é a construção da UFPR localizada na Praça Santos Andrade.


Iniciou-se em 1913, um ano depois da fundação da Universidade. O projeto do engenheiro militar Baeta de Faria consta de apenas um bloco de cinco andares e uma cúpula central. 

A inauguração deu-se em 1915.

Sete anos depois, em 1923, houve a ampliação com a construção das blocos laterais, conforme o projeto original. O setor direito ficou pronto em 1925 e passou a abrigar o curso de Engenharia. No ano seguinte é concluído o setor esquerdo, que recebe o curso de Odontologia, que daria origem após alguns anos à chamada Associação Brasileira de Odontologia (Secção Paraná ABO - PR). 

Novas ampliações foram realizadas no lado direito e o prédio recebeu uma nova pintura em 1940.


Foram feitas mais obras estendendo o prédio no sentido da Rua XV de Novembro que ficaram prontas em 1951. 

Um ano depois novas obras no setor direito, obrigam a demolição de parte da fachada lateral construída em 1940.

Em 1954 o edifício passou a ocupar uma quadra inteira, entre a Praça Santos Andrade, Rua XV de Novembro, Rua Presidente Faria e Travessa Alfredo Bufren. 


As últimas modificações foram feitas, apóś tantas ampliações uma nova fachada com muitas colunas e uma ampla escadaria foi projetada e a cúpula coberta foi retirada.

A inauguração da obra com 17 mil metros quadrados em estilo neoclássico, ocorreu em 1955.


No ano de 1999 a prefeitura de Curitiba assinou uma lei que transformou o edifício no símbolo oficial da cidade, através de uma votação popular para a escolha do símbolo.

http://www.ufpr.br/portal/