terça-feira, 4 de outubro de 2011

C&M "bate e volta" no Rio de Janeiro (Parte 2)

Parte 2 : Cortando a Via Dutra

Sol escadante, calor... calor...! E a Dutra entre Sampa e Guarulhos paradinha!Depois de quase uma hora,  foi começando à melhorar nas imediações do Arujá. 

Ali, cruzei com um G7 da 1001 zeradinho sentido Rio de Janeiro. O Schneider (Bus in the road) que é craque em flagrar estes zerados lá na 116 em Curitiba...


A Dutra está um “tapete” (Também, com os pedágios( 3x$2,60 + 4x$9,40), tem que estar mesmo...) e por isso, apesar do fluxo intenso, muito acima do normal (acredito que devido ao R’n’Rio) a viagem transcorre sem maiores incidentes. Em Taubaté sou perseguido e ultrapassdo por um dos Halley's :



Por causa das retenções em Sampa, tive que “tirar” o atraso da viagem e assim, uma clicada rápida no Santuário Nacional de Aparecida by Dutra...


E mais uma paradinha no Graal, agora o “Clube 500” em Guará...



Depois de um bom café, uma lanche básico, enquanto a “tropa” se refazia do trecho, eu como bom apaixonado por ônibus, fui conferir as máquinas que estavam por lá...


Lembram o “Halley” que passou por mim em Taubaté? Pois bem... Eu o cliquei aqui... O motorista, Sr. Pedro,  beeeemmm gente boa! Batemos maior papo busólogo!!!


Em um cantinho ao largo da parada estava quietinho lá, um "GV" muito bonito, bem cuidado da Expresso Brasileiro. Ao que parece é um carro “reserva” de trecho :



Aí, quando eu tinha acabado de clicar o “canarinho” acima, o Sr. Pedro me chama para mostrar o DD que estava encostando...


Outro belíssimo carro da ExB. Essa arte aplicada no padrão visual ficou espetacular. Bem... Como patriota que sou, fica difícil de não gostar de artes que utilizam nossas cores nacionais. A bandeira brasileira como destaque... Ficou muito lindo!!!


http://www.redegraal.com.br/

E... Estrada! Ainda faltava muito até o Rio!

Muitas vãs e ônibus locados com pessoal indo para o Rock in Rio começaram à surgir no trecho. Quando adentramos o Rio de Janeiro então... Só em Barra do Piraí, por exemplo, em um posto, haviam cerca de 10 ônibus da Cidade do Aço com faixas do R’in’Rio parados com uma galera fazendo lanches (Pena que essa não deu para clicar...).

Na região metropolitana do Rio, o trânsito voltou à ficar muito pesado. Somente no trecho entre Seropédica e a entrada da Linha Vermelha, levamos quase 2 horas. 

Por isso, quando chegamos no Rio já era noite.

Perimetral "paradinha", optei por seguir pela Pres. Vargas...
Na foto acima, altura do Sambódromo

Paradinha rápida em Botafogo para deixar as gurias (parte Rock in Rio da viagem), e então retorno para Niterói, onde eu e Rose ficamos hospedados... 

(Sim... Isso mesmo:  No Rio não tinha mais vaga em lugar nenhum, e isso com dois meses de antecedência!)...

Pelo rádio, as notícias não eram nada animadoras. A Ponte estava com lentidão de 10 quilômetros... Pela imagem acima da Vargas na altura da Central do Brasil já me dava um "desespero"...

Ponte Rio-Niterói... Paradinha, paradinha... 13 Km em 1 hora e meia...

Nesta altura do campeonato (21:00 horas) eu já estava "cansado" de estar cansado... rsrsrs

Finalmente!!! Niterói ao fundo... Na verdade o bairro de Ponta D'areia...

Aqui vale...

INFORMATIVO C&M:

Ponta D'Areia é um bairro muito tranquilo de Niterói, composto na sua maioria de casas residenciais e com forte perfil operário. O bairro tem boa proximidade do centro de Niterói, porém sem tumulto e trânsito. 


Bairro de forte presença da imigração portuguesa na cidade, abriga um pequeno trecho turístico chamado Portugal Pequeno, que, contudo, concorre com o perfil industrial e operário, à medida que é onde se situa vários dos estaleiros navais da cidade. Além disso, abriga o tradicional mercado público de pescado, o Mercado São Pedro.

Panorama de Ponta D'areia (Foto: Web)

Possui uma comunidade muito antiga, denominada Morro da Penha, devido a presença da Igreja Nossa Senhora da Penha.


A população da Ponta D’Areia, na sua maioria, tem origem operária, tradicionalmente ligada às indústrias locais e de ilhas próximas, vinculada à construção naval já que o bairro é pioneiro, no Brasil, neste ramo de atividade. Constituída de migrantes, em boa parte oriundos de Portugal, o bairro também conhecido como "Portugal Pequeno".

Sobre a indústria naval é importante ressaltar que Niterói já teve neste ramo industrial sua máxima expressão, apesar da decadência no Século XX e o resurgimento deste setor no início do Século XXI.

 Estaleiro Mauá (Niteró) - Foto: WEB

A presença de estaleiros é uma constante ainda hoje na Ponte D’Areia. Encontram-se em atividade lá os estaleiros Mauá, Mac-Laren e Cruzeiro do Sul, este pertencente ao Governo do Estado - responsável pela manutenção das barcas da Conerj, que interligam Niterói ao Rio de Janeiro e vice-versa.

Portugal Pequeno é uma localidade , no bairro de Ponta D’Areia junto às águas da Baía de Guanabara que sobreviveu às grandes mudanças sócio-espaciais sofridas ao longo do tempo. Trata-se de uma área marcada pela presença da imigração portuguesa em Niterói. 
 Casarios reformados em Portugal Pequeno (Foto: Web)
A localidade de Portugal Pequeno, marcada pela presença da comunidade de pescadores, manteve a sua função, mesmo com as grandes transformações sofridas com a decadência da indústria da construção naval (década de 1980) e com a construção da Ponte Rio-Niterói.

* * * * *

O último pedágio do dia... (foram muitos!)

Aleluia... finalmente, depois de “se bater” um pouco ali na região de Icaraí, que está em obras e o trânsito foi levemente alterado, achamos o hotel... e DORMIR!!!


Na próxima... : Como foi o "rolê" relâmpago no RJ... 

Não viu a parte 01??? Sem problema, clique no link abaixo:


Obrigado pela sua visita, até mais...

Gostou dos ônibus mostrados aqui?

Gosta de ônibus?

Então, visite:

http://www.busontheroad.net/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Uni & J Turismo

Vila Hauer - Curitiba/PR

Teaser-Trailer Vingadores


Este é um teaser-trailer com todos os super-heróis de "Os vingadores", filme previsto para 2012 que reunirá os principais personagens dos quadrinhos da Marvel, como como Thor (Chris Hemsworth), o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), e o Capitão América (Chris Evans).

Esta cena está escondida nos créditos finais de "Capitão América: o primeiro vingador". 

A cena mostra rapidamente os personagens que estarão no filme dirigido por Joss Whedon ("Buff, the vampire slayer"), incluindo Scarlett Johansson, como a Viúva Negra.

Essa mesma estratégia de divulgação também pode ser vista nos créditos finais de "Thor", e, anteriormente, nos filmes do “Homem de Ferro” e até mesmo em “Hulk”.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

NAeL Minas Gerais

A História do
Porta-Aviões Minas Gerais

O Camisas & Manias vai contar um pouco da história do Navio-Aeródromo Ligeiro (NaeL) Minas Gerais (A-11), que serviu em três marinhas de guerra ao longo de cinquenta e seis anos de serviço e foi primeiro porta-aviões da Armada brasileira. Esse post é continuação da matéria apresentada pelo blog sobre ALANG, o cemitério de navios.

1 - No Reino Unido: símbolo de liberdade

O HMS (Her Majesty’s Ship) Vengeance (R-71) foi construído entre 1942 e 1945, e pertencia à classe Colossus, no Reino Unido, para ser usado contra os japoneses, no Pacífico, mas não chegou a entrar em combate: estava em Sidney, na Austrália, quando veio a paz.


Primeiro navio britânico a entrar em Hong Kong após o armistício, foi onde os japoneses assinaram sua rendição e serviu de base aliada para a reconstrução da cidade.

Durante muitos meses, foi o símbolo mais concreto e visível que a guerra finalmente terminara e que a vida, em breve, voltaria ao normal.

Panorâmica da ponte de comando do "Vengeance"

Até hoje, o “Vengeance” , é lembrado com carinho pela população de Hong Kong.

2 - Na Austrália: substituto temporário

Apesar deste cunho histórico importante, o navio teve uma curta carreira na Marinha Britânica. 

Em 1952, foi emprestado à Marinha Australiana por quatro anos. Os australianos tinham comprado um porta-aviões britânico cuja construção estava bastante atrasada, então: -“Vai usando esse aí enquanto o seu não fica pronto”, disseram os ingleses.


Agora, ostentando um novo prefixo "HMAS (Her Majesty’s Australian Ship)", o “Vengeance” de novo quase entrou em combate, desta vez, na Guerra da Coréia, chegando a ser preparado, mas decidiram por enviar outro navio no seu lugar.

3 - No Brasil: orgulho da frota!

Devolvido ao Reino Unido em uma época de vacas magras e cortes orçamentários, o “Vengeance” foi descomissionado e acabou vendido ao Brasil por nove milhões de dólares.

Era uma época de euforia por aqui. Estávamos construindo uma nova capital e, agora, comprávamos também um porta-aviões, aliás, o primeiro de uma Marinha latino-americana.

Já com a pintura A-11 no casco.

Além disso, na época, o presidente J.K. tinha enfrentado forte oposição das forças armadas e o Minas seria uma excelente maneira de ganhá-las com "mel", não com "vinagre".


Rebatizado como Nael (Navio-Aeródromo Ligeiro) Minas Gerais (A-11), ele nos prestou cinquenta anos de ótimos serviços.

Brasão do A-11 Minas Gerais

Foi a nau capitânia (ou seja, o navio mais importante-Líder) da Armada Brasileira. 

Entrávamos assim no seletíssimo grupo de países detentores de porta-aviões, grupo este, que ainda hoje, inclui somente nove membros (!).


Felizmente, nunca precisamos usar o bravo Minas Gerais. O mais perto que chegamos disso foi durante a Guerra da Lagosta, quando toda a nossa Armada foi mobilizada para encarar os franceses, mas o Minas, recém-chegado, ainda não estava em condições de se locomover.



Cinquenta e seis anos depois de construído, o Minas foi “descomissionado” em 2001.

Era o último dos porta-aviões ligeiros da Segunda Guerra Mundial ainda ativo e também o mais antigo porta-aviões em operação no mundo.


E, mesmo tendo passado por três marinhas em um século convulsionado, na interessantíssima expressão inglesa, -“never fired a shot in anger”, ou seja, -“nunca disparou irritado”, querendo dizer que jamais participou de combates e todos os tiros que disparou foram em treinamentos, simulações ou homenagens.

A atual nau capitânia da Armada brasileira é o Nae (Navio-Aeródromo) São Paulo (A-12), hoje, o maior navio de guerra do hemisfério sul.



* Raridade... Na imagem acima (Fev-2001) os dois aeródromos do Brasil navegando lado à lado.


Comprado em meio a muita polêmica no ano de 2000, o São Paulo foi, durante quarenta anos, o porta-aviões “Foch”, da Marinha Francesa, classe "Clemenceau", onde participou de diversas ações de combate, no Iêmen, Djibuti, Líbano, Líbia e Iugoslávia.


Abaixo, um vídeo muito bom, contando a história do São Paulo, e ao final fazendo citação ao Minas Gerais:


4 – Nas lamas de Alang...

Bem... Depois de descomissionado, ninguém mais se interessou pelo velho Minas...


A associação de ex-tripulantes britânicos ainda tentou comprá-lo, para que fosse transformado em um museu flutuante, mas infelizmente, não conseguiram levantar o dinheiro necessário.

Em julho de 2002, for vendido por cerca de dois milhões de dólares para um estaleiro chinês.


Mas, por problemas envolvendo manuseio de materiais perigosos e químicos, o estaleiro Chinês repassou o Minas para um estaleiro na Índia.

Assim, melancolicamente, o  Minas Gerais saiu do Rio de Janeiro rebocado, abandonando assim a baía que foi sua casa por quarenta anos, e foi em direção à eutanásia nas areias de Alang, na Índia em 2003.


O Minas, abandonado, encalhado na lama de Alang, aguardando sua vez de ser desmanchado.


E, abaixo, sequência de fotos mostrando o serviço se sucateamento. Golpe de misericórdia no valente Minas...






Acima: O que restou da ponte de comando do Minas, após o serviço de sucateamento em Alang. Triste destino para um gigante de outrora que tão bem serviu três forças armadas.

Novamente, quero tecer meu agradecimento ao meu "Brother"  Alexandre Pedron, pela dica de matéria muito bacana.

Ficou curioso sobre ALANG, o cemitério de Navios?  Clique: ALANG

No próximo post... O Brasil em guerra com a França? O que foi a quase intitulada “Guerra da Lagosta”?

Veja aqui no C&M:  A Guerra da Lagosta


Até a próxima amigos, e sempre agradecendo seu carinho e visita...

Tchau!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Amor por Acaso (Opinião C&M)

Amor por Acaso
  (Bed and Breakfast)

Sinopse... Jake Sullivan (Cain) é dono de uma pousada na Califórnia. Ana (Juliana) trabalha em uma loja de departamentos no Brasil, namora um playboy praiano e perde seu pai, que a deixa de herança uma dívida de 500 mil reais. 


Desesperada, Ana vai consultar seu advogado e descobre que possui a mesma parte do imóvel no qual Jake está localizado. É então que ela vai para a Califórnia, com a intenção de expulsá-lo do seu terreno e vender o imóvel.


Mas, nada será tão fácil quanto parece. E, para complicar de vez, Ana logo percebe que está gostando de Jake um pouco mais do que deveria..

Elenco... Juliana Paes, Dean Cain, Jerry O'Connell, Márcio Garcia, Danny Gloover, Rodrigo Lombardi, Eric Roberts.


Trailer

DireçãoMárcio Garcia



BLOG: Foi o tempo em que se cogitar à assistir um filme nacional, seria, automaticamente, esperar um filme com várias cenas de sexo, e intermináveis palavrões. Foi... Hoje, os filmes nacionais estão mais maduros, e apresentam-se melhor produzidos, inclusive tornando-os por si só mais atraentes aos cinéfilos.


No caso de Amor por Acaso (original Bed and Breakfast – Que eu particularmente deixaria também para o título nacional, por ser, na verdade o nome da pousada que é tema principal da história.), temos uma mistura bem saudável de atores “brasucas” e americanos, por se tratar de uma produção com financiamento dos dois países e que resultam numa película bem bacaninha de assistir. 



Márcio Garcia faz sua estréia como  diretor, mantendo-se até certo ponto, certinho neste ofício, e no final do filme, faz ainda, uma pequena aparição para promover um dos patrocinadores (isso ficou muuuito estranho, confesso...).

 
Entretanto, temos alguns problemas:  pequenas gafes nas atuações, alguns clichês desnecessários, alguns erros de continuidade. 

Mas, com tudo isso, o filme é sim, bacana de ser assistir.


Está certo: o enredo poderia ser mais coeso e atraente, pois está muito básico. O final, claro, é totalmente previsível, mas, vamos combinar, pô! Desde o início do filme, bem como o próprio tema, nos leva à crer que seria exatamente isso que aconteceria...


Tem cada crítico na web também que vou te dizer...

Enfim, é um filme leve, com cenas que arrancam uma ou outra risada (Rodrigo Lombardi está excelente na pele do gerente da loja de departamentos, sério...).

Vale um tempinho à frente da TV.


Obrigado pela visita... Ahh!!!... Lembrei...

Para quem gostou de “Meu Malvado Favorito” (EU ADOREI!-Clique ao lado no link para ver o post aqui no Camisas & Manias), está em fase de produção, a continuação...


Tomara que esta continuação venha na contramão do que normalmente acontece, e nos surpreenda!!! Ainda não foi liberado nenhuma informação sobre a história, nada... Previsão para 2013.

Até mais tarde! Tchau...