sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Operação DÍNAMO

A Operação DÍNAMO

Evacuação de Dunquerque, Milagre de Dunquerque 

Foi uma notável operação militar ocorrida na Segunda Guerra Mundial em que quase trezentos e quarenta mil soldados aliados (de um total de mais de 400 mil) foram evacuados sob intenso bombardeio, entre o dia 26 de Maio e a manhã de 3 de Junho de 1940, da cidade francesa de Dunquerque até a cidade inglesa de Dover.


No início da operação, em 27 de maio de 1940 - um dia após a rendição dos belgas - a expectativa dos militares ocidentais era de evacuar não mais do que 50.000 soldados cercados pelo exército alemão na costa gaulesa.


Ao todo, cerca de 1.000 embarcações (200 militares e 800 civis) sob fogo cerrado da Luftwaffe, participaram da empreitada, comandada pelo vice-almirante Bertram Ramsey e encerrada no dia 3 de junho de 1940.

A RAF não possuía meios de auxiliar ou dar cobertura na operação.

Esta retirada desesperada de tropas foi decorrente da invasão da França pelas forças nazistas em 10 de Junho de 1940, que avançou e ganhou terreno rapidamente devido a falta de efetiva resistência aliada.

Soldados aliados em rendição à tropas alemãs.

Sob o comando do vice-almirante Bertram Ramsay, a intenção inicial era evacuar cerca de 45 mil homens da Força Expedicionária Britânica em dois dias, mas, em breve, o objetivo foi alterado para resgatar 120 mil homens em cinco dias, chegando na descomunal marca de quase 340.000 homens em 03 de junho.

Reprodução em quadrinhos: Unidades Panzers [blindados] nazistas avançam sobre as tropas em retirada.

Os exércitos britânicos, francês e belga, em retirada e fatigados estavam ao longo de uma frente de 250 quilômetros, curvados para dentro do Canal da Mancha, totalmente cercados por terra pelos alemães sendo gradativamente empurradas constantemente para trás pelo tanques "panzers" inimigos.

Anthony Eden
A retirada era inevitável. 

E de fato, na manhã de 26 de Maio de 1940, Anthony Eden, Ministro da Guerra, já havia autorizado um recuo geral para a costa. 

Entretanto...

O General John Vereker [6º Visconde de Gort] um franco e vigoroso Comandante-chefe da Força Expedicionária Britânica, na França, tinha suas dúvidas, e mantinha-se convicto na crença de uma contra-ofensiva aliada, e para isso manteve posições nas frentes de batalha. 

Mas a perspectiva da derrota chegou com surpreendente e terrível rapidez. 

Durante cerca de oito meses, muitos dos 390.000 homens do exército de Lord Gort desfrutaram de uma “boa vida”. Baseados numa ilusão de que a “Linha Maginot”, com seus 400 Km para o sul, era inexpugnável, haviam construído 400 casamatas de concreto armado, cavado trincheiras e fossos antitanques nos moldes semelhantes àqueles da Primeira Guerra Mundial, à espera dos alemães. 

Detalhes da "Linha Maginot"

Subitamente, em 10 de Maio, dez divisões blindadas alemãs e 117 divisões de infantaria irromperam pela neutra Holanda, esmagando com facilidade extrema suas defesas, sucedendo-se o mesmo com a Bélgica e com Luxemburgo, também neutros. 

Pouco depois, sete divisões rompiam as linhas do exército francês em Sedan, atravessando facilmente as florestas e as colinas das Ardenas.

Os ingleses ainda seguiram em socorro, atravessando a Bélgica com a expectativa de realização de grandes feitos, porém a campanha se revelou um horrendo pesadelo e a posição aliada se tornou totalmente insustentável.

Então, à partir da ordem desesperada de Sir Anthony Eden, originou-se um deslocamento de tropas sem precedentes até então. Milhares de soldados, sob fogo cerrado das divisões alemães, retraíram-se ao longo desta linha em direção ao mar.


A operação de retirada de um número tão grande de soldados e equipamentos era, por si só, uma tarefa monumental, e sob ataque pesado do inimigo então, era algo que se mostrava totalmente surreal.  A temível Luftwaffe em todo seu esplendor, praticamente sem nenhuma resistência no ar, bombardeava sem pudor nenhum as tropas em retirada no solo.

A evacuação, mesmo de uma pequena parte da Força Expedicionária Britânica, já se constituía como um fato extremamente surpreendente. Mas, o destino jogou seus dados em favor dos aliados, pois a  retirada com sucesso só foi efetivada devido a um grosseiro erro estratégico alemão, cuja sua motivação é desconhecida, sendo até hoje um mistério para os historiadores da Segunda Guerra Mundial.

Mapa mostrando movimento da armada britânica e do avanço nazista.

O erro: Dunquerque só se manteve e a milagrosa evacuação só foi possível, graças à controversa decisão de Adolf Hitler e apoiada pelo General de Campo Gerd von Rundstedt  de impedir o avanço de suas divisões blindadas que em 23 de maio estavam somente à 20 km de Dunquerque  - divisões essas que estavam prestes a aniquilar o enfraquecido inimigo. – “Deter-se na linha do Canal A e instalar-se”, veio a ordem.

von Rundstedt passa em revista à uma Divisão Panzer.

General von Rundstedt

O general von Rundstedt tinha dúvidas sobre a capacidade destas divisões serem bem sucedidas em sua marcha sem o apoio da infantaria e ordenou uma pausa no avanço, até que os blindados fossem alcançados pelas tropas regulares, que abriam caminho mais lentamente.


Depois, ele proibiu o ataque dos panzers à cabeça de praia de Dunquerque, permitindo aos aliados em retirada evacuarem centenas de milhares de soldados por ela.


Esta manobra permaneceu assombrosa durante anos aos olhos dos historiadores, sendo considerada um dos maiores erros dos alemães na guerra. 

Rundstedt declarou mais tarde que a decisão havia sido de Adolf Hitler.

Seria uma decisão política baseada em sua crença de que os britânicos estariam mais aptos a aceitar um acordo de paz caso suas tropas expedicionárias fossem poupadas da destruição completa na Europa continental.

Em 18 de julho de 1940, após a grande vitória nazista na França, Holanda e Bélgica, ele foi promovido a marechal-de-campo pelo Führer e passou a fazer parte do grupo de planejamento da Operação Leão Marinho, que se destinava à invasão da Grã Bretanha.

Manchete de Jornal à época da operação

-"Hitler não quer correr riscos com os Panzers. Liquidar esse adversário acuado sobrou como tarefa da Força Aérea alemã", afirmou o general germânico Franz Halder, um dos maiores críticos da decisão do Führer, contestada - às escondidas, é claro - por oficiais e analistas militares do país. 

General alemão Franz Halder

-"Agora tudo que podemos fazer é sentar e observar milhares de inimigos escapando para a Inglaterra bem debaixo de nosso nariz", teria dito, inconformado, alguns dias depois.

Ao contrário dos audazes comandantes das divisões Panzers, como Rommel, o prudente Rundstedt, de 65 anos, não aceitava o novo conceito no emprego de tanques. 

Um Panzer Alemão

Mais de uma vez, durante a Campanha das Ardenas, ele havia ordenado várias paradas, com receio de que as Divisões Blindadas se distanciassem muito das tropas de infantaria, que vinham logo atrás, para apoio e consolidação do terreno. Somado a isto, seu entendimento era de que a planície pantanosa do Flandres não era propícia ao emprego de blindados, o que poderia atolar os Panzers e prejudicar o plano original, que era a ação sobre o coração da França.

28 de maio: Além das embarcações que ajudavam na operação, foram acrescidos mais dez contratorpedeiros que efetuaram ainda naquela mesma manhã uma nova operação de resgate.


Vários milhares acabaram por ser resgatados, muito embora os contratorpedeiros não pudessem ter se aproximado o necessário da praia, tornado o ofício muito penoso para os retirados. 

Entretanto, outras operações de resgate no resto do dia 28 tiveram mais sucesso, tendo resgatado mais 16.000 homens.


As operações aéreas alemãs, porém, aumentaram e várias embarcações foram afundadas ou bastante danificadas, incluindo nove contratorpedeiros. Durante a Operação Dínamo, a RAF perdeu 177 aviões e a Luftwaffe 132, sobre Dunquerque.

Em 29 de maio de 1940, a principal e mais forte divisão panzer alemã que se aproximava, estacionou em Dunquerque, deixando assim o resto da batalha para a infantaria e força aérea alemãs.

Na tarde do dia 30, um outro grande grupo de embarcações menores conseguiu resgatar mais 30 mil homens. No dia 31 de maio, as forças aliadas estavam comprimidas num espaço de apenas 5 quilômetros desde da região de De Panne, Bray-Dunes à Dunquerque; nesse dia mais de 68 mil soldados foram evacuados, e outros 10 mil, durante a noite. Em 1º de junho, outros 65.000 foram resgatados e assim as operações continuaram até 4 de Junho.


Um total de cinco nações fizeram parte da evacuação de Dunquerque: Reino Unido, França, Bélgica, Países Baixos e Polônia.

A Luftwaffe conseguiu afundar seis contratorpedeiros e outras 243 embarcações.

No total, as forças alemãs causaram a perda de 60.000 combatentes aliados, entre mortos, feridos e desaparecidos. Na conta dos especialistas, porém, esse número saiu barato para os ocidentais, considerando-se que o exército francês estava enfraquecido, o exército belga havia se rendido e muitos portos do Canal já estavam sob o domínio nazista. 

General britânico Harold Alexander

Dos mais de 300.000 homens salvos, cerca de 118.000 foram franceses, belgas e holandeses, isto porque os britânicos, após a retirada de suas próprias tropas, voltaram para buscar em Dunquerque, em operações levadas a cabo pelo general Harold Alexander, da Força Expedicionária Britânica.

As perdas mais importantes da Royal Navy na operação foram seis navios de guerra:

- Grafton, afundado pelo submarino alemão U-62 no dia 29 de maio.
- Grenade, afundado por um ataque aéreo:  29 de maio.
- Wakeful, afundado por um torpedo do submarino alemão S-30 em 29 de maio.
- Basilisk, Havant, e Keith, afundados por um ataque aéreo perto da praia no dia 1º de junho.


A Marinha Francesa perdeu três navios de guerra:

- Bourrasque, vítima de uma mina aquática perto de Nieuport a 30 de maio.
- Sirocco, afundado pelos submarinos alemães S-23 e S-26 em 31 de maio.
- Le Foudroyant, afundado por um ataque aéreo em 1º de junho.

Apesar de celebrar o retorno de milhares de soldados, a máquina militar britânica encontra-se em situação delicadíssima em termos materiais.

A Força Expedicionária Britânica foi obrigada à abandonar em Dunquerque praticamente todas as suas armas, a Marinha Real sofreu enormes baixas na frota e a Força Aérea teve nada menos do que 106 aviões abatidos.

Por essas e outras, Churchill afirmou que as últimas semanas foram um "colossal desastre militar", e tratou de colocar os pés no chão, lembrando que os britânicos deveriam continuar lutando, agora para defender a Grã-Bretanha, próximo alvo do Reich. "Guerras não são vencidas com evacuações", afirmou.



Entretanto, como diz o general Wilhelm Keitel, chefe da OKW - o supremo comando da Wehrmacht - cada guerra testemunha oportunidades desperdiçadas que, mais cedo ou mais tarde, se mostram fatais para seu desfecho. 

General Wilhelm Keitel

O "Alto!" de Hitler a seus Panzers pode ter sido uma delas.

*  *  *  *

Latas de sardinha - Os relatos do front são impressionantes. O sargento Leonard Howard, que desembarcou em solo britânico em 2 de junho, conta que o embarque dos soldados envolveu muita confusão. "Eles tentaram organizar filas, mas estava muito difícil, havia muito pânico. Me lembro de que, em determinado momento, um pequeno barco chegou a Dunquerque. Tanta gente subiu a bordo que a embarcação ameaçou virar. O responsável pelo barco viu que se não tomasse uma decisão não salvaria ninguém, e então atirou em alguns homens que estavam pendurados no casco. Também vi muita gente correndo direto para o mar, gritando, porque já estavam esgotados mentalmente."


Do lado do resgate, o marinheiro-chefe Frederick Eldred, do destróier HMS Harvester, afirma que seu barco virou uma verdadeira lata de sardinha: o único lugar em que não colocou soldados foi na frente das armas. 


"Acredito que nunca os contratorpedeiros carregaram tanta gente como nós carregamos. Eram centenas, literalmente empilhados em todos os espaços que você possa imaginar. 


Em cada viagem, não sobrava lugar nem para um gato subir a bordo." Já a enfermeira Catherine Mary Butland acusou os alemães de ignorar o sinal da Cruz Vermelha e bombardear trens-ambulância. "Estávamos sendo atacados pelo ar, com metralhadoras, de todas as formas."

Livro e Filme retratando a Operação Dínamo


Sobreviventes retratados à bordo de um dos navios. O erro alemão, foi verdadeiramente um milagre para estes milhares de sobreviventes. 

Obrigado por sua companhia. Obrigado por sua visita.
Bom final de semana e até a próxima aqui no C&M

Seleção Brasileira, Bahia, Coxa, Inter e Santos 2012 by Nike


A Nike apresentou hoje (03 fev) às 11 horas no Jockey Club do Rio de Janeiro, a sua nova coleção 2012 para os clubes brasileiros que patrocina. Além da nossa Seleção canarinho...


Bahia...





Para este ano, de novo uniforme branco, com gola careca contornada de azul e detalhe vermelho, o Campeão dos Campeões tem pela frente o Campeonato Baiano, a Copa do Brasil, a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro.




A nova camisa chega ao mercado ao preço sugerido de R$ 179,90.

CORITIBA...


A nova camisa #01 do Coxa, toda branca e com as duas faixas horizontais verdes, foi oficialmente apresentando ao mesmo tempo, nesta sexta-feira (3), no Jockey Club Brasileiro, Rio de Janeiro e na Boca Maldita, no centro de Curitiba. 


Com o novo uniforme, o Coritiba tem pela frente o Campeonato Paranaense, a Copa Brasil e o Campeonato Brasileiro.



O modelo do Alviverde do Alto da Glória desenvolvido pela Nike resgata a tradicional gola polo fina, também na cor branca. A camisa chega ao mercado ao preço sugerido de R$ 179,90.

Apresentação em Curitiba (foto: site Coxanautas)

Internacional...


A Nike também é nova fornecedora do Colorado. 


Na parte interna da gola estão o escudo do Inter e a bandeira do Rio Grande do Sul, homenagem ao amor do torcedor pelo Inter e ao orgulho pelo Estado.




 E, ao dobrar a manga esquerda pode-se ler Campeão de Tudo. A nova camisa do Inter chega ao mercado ao preço sugerido de R$ 189,90.

SANTOS...


A nova camisa do Santos revive os anos de glória do time de Vila Belmiro. Na parte interna da gola lê-se ‘Menino da Vila desde 1912’, uma homenagem à tradição do clube em revelar craques.




A camisa principal volta a utilizar gola careca. A fonte e o número foram inspirados no estilo dos carimbos que identificam os containers do porto de Santos. Acima do escudo há uma coroa no meio das datas “1912 – 2012”, referência aos 100 anos do clube. O short é branco e possui uma costura elegante nas laterais, com o nome do clube escrito de forma centralizada na parte de trás.


Seleção Brasileira...




A principal novidade é a saída da tarja verde (na camisa amarela) e da amarela (na camisa azul) no peito, além de golas em V. A frase “Nascido para jogar futebol” agora aparece na manga, que possui borda grossa.




Por dentro da camisa, abaixo da gola, os designers da Nike desenharam um amuleto criado a partir de típicos elementos da cultura brasileira. Trata-se de um círculo de proteção formado por duas carrancas, figuras usadas como símbolos para proteger embarcações.








No centro do amuleto está representada a constelação do Cruzeiro do Sul, um dos símbolos nacionais. A camisa azul tem as mesmas características do modelo titular, com os detalhes na gola e na manga em amarelo.





Preço da camisa da Seleção nas Lojas ... R$ 189,90.



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BLOG
Nem vou me pronunciar. Evitar polêmicas.  Cada torcida tenha a devida opinião e façam o julgamento dos modelos. Para constar: As duas camisas mais bonitas: Seleção e Internacional. Só. Em tempo...




Na primeira imagem, no topo deste post as camisas que aparecem em cada uma das pontas são de clubes, projetos sociais da Nike no Brasil: Capão F.C. e Viaduto F.C.