terça-feira, 23 de maio de 2017

Tupi-MG e GSport 2017


No início de maio, o Galo Carijó lançou em evento o seu novo conjunto de uniformes para a sequência da temporada 2017.


Utilizou como modelos, nove jogadores recém-contratados e que foram apresentados oficialmente já com as novas camisas.


O destaque ficou por conta da terceira camisa, totalmente preta, em homenagem ao aniversário de 105 anos do clube.


A nova camisa titular já foi utilizada contra o Tombense:


Já o uniforme nº 3 foi utilizado na estreia em casa na Série C, contra o Ypiranga, no dia 20 de maio.


O lateral Afonso, que posou com esta camisa alternativa, curtiu o desenho.

- Foi a mais bonita que usei das três camisas, e vamos jogar em casa com ela. Pretendo vesti-la e honrar cada vez mais o clube - disse o defensor.

O clube aproveitou o evento para apresentar nove atletas contratados para reforçar o elenco para a Série C.


O meia Diego Luís, de 26 anos, veio do Batatais, da Série A2 do Paulista. O zagueiro Patrick, o lateral-esquerdo João Guilherme, o meia Andrey e o atacante Luan foram emprestados pelo Cruzeiro. O zagueiro Marcão estava no Alecrim-RN, enquanto o volante Ronaldo Kalu disputou o Mineiro pelo América-TO. Para a lateral direita o reforço é Afonso, que vem do São Paulo-RS. O último a chegar foi o experiente goleiro Vilar, que jogou o Catarinense com o Metropolitano-SC.

BLOG:

Tenho camisas de temporadas anteriores do Galo Carijó na coleção (Acessem pelos links abaixo), justamente da GSport e logo “de cara”, já digo que são mais bacanas que as apresentadas pelo clube agora.

1) Tupi-MG: Coleção Camisas e Manias nº 90
2) Tupi-MG: Coleção Camisas e Manias nº 206

Mas, enfim, vamos lá. A camisa titular está com um desenho que considero um tanto quanto estranho. Não que seja moderno, mas, ficou estranho. Sem uma concepção ou identidade pré-definida. 

Esta mescla das tradicionais listras com o dorso em preto, não deu um impacto agradável, ainda mais com a inserção do patrocinador máster naquela posição da camisa, sem harmonia de cores e das demais distribuições, causando uma poluição visual e colorida muito grande.

Daí partimos para as outras duas camisas, que "salvam um pouco" a coleção. A camisa dois se apresenta em branco, sem as listras, e a “third” toda em “black”, aí sim, valorizando o layout do dorso superior presente em todos os modelos. Concordo que é a melhor das três camisas, de longe. Mas ambas também sofrem com a inserção dos patrocinadores e do “desastre” visual proporcionado.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Coober Pedy

Olá, pessoal... Tudo bem?

Quem já assistiu a trilogia de filmes "Senhor dos Anéis" ou "O hobbit" lembra, com certeza, das famosas casas dos pequenos, encravadas na terra, não?


Pois, é.
Mas ocorre que a ficção é muito próxima da realidade na cidade australiana de:


Coober Pedy é uma pequena cidade localizada na Austrália Meridional (Estado de South Australia), a meio caminho entre Adelaide e Alice Springs.


Tornou-se um ponto de parada popular e até mesmo curioso destino turístico, especialmente após 1987, quando a modernização, sinalização e asfaltamento da Estrada Stuart (Stuart Highway #87) foi concluída.


Conta hoje com aproximadamente 3.000 habitantes. O nome da cidade vem da palavra aborígene “kupa-piti”, que significa buracos para homens-brancosOs povos aborígenes têm uma tênue ligação de longa data com a região.


A cidade é maior produtora de opala do mundo – sendo considerada a capital mundial deste minério - contribuindo para que a Austrália seja o maior país produtor do gênero, com 98% da fatia mundial (O Brasil ocupa a 2ª colocação).

Uma pedra de opala - A cidade é a capital mundial da mineração da pedra

Sua fundação data da década de 1910, quando o primeiro explorador europeu a passar perto do local foi o escocês John McDouall Stuart, entretanto, a cidade não foi estabelecida até o ano de 1915, quando a primeira pedra de opala foi descoberta por Wille Hutchison. Com isso, os mineiros rapidamente se estabeleceram na região, em 1916.

O Explorador John McDouall Stuart - Sua rota exploratória - selo comemorativo

A cidade tem mais de setenta campos de opala e é a maior área de mineração da pedra no mundo.


Em 1999, havia mais de 250.000 entradas e buracos de minas espalhados pelos arredores da cidade e uma lei foi estabelecida para controlar a mineração em grande escala, permitindo que cada prospector tivesse no máximo uma área de 165 pés quadrados (cerca de 15 m²).

Mas vamos falar da particularidade mas importante de Coober Pedy: Quase tudo na cidade é subterrâneo: casas, lojas, hotéis, bares, galerias de arte e até as igrejas. Isto porque as chamadas "dugouts" (covas escavadas) são para os moradores escaparem do calor sufocante do deserto.


Por isso, Coober Pedy, hoje, arrecada muito também no turismo.

A indústria de mineração de opala ainda fornece emprego para membros da comunidade e sua própria sustentabilidade.


As severas temperaturas do deserto australiano – principalmente no verão – fazem com que muitos de seus moradores habitem em cavernas entalhadas nas várias encostas existentes (as chamadas “dugouts”).


Para se ter uma idéia, uma “casa-caverna” com três quartos, sala, cozinha e banheiro, podem ser escavados e construídos à um preço muito semelhante de uma casa na superfície.



Para os prédios na superfície, como o posto policial e ambulatorial, posto de gasolina entre outros poucos, aí não tem jeito: São dotados de potentes ar-condicionados, para poder suportar temperaturas que no verão podem superar os 48° centígrados.



Dificilmente a umidade relativa do ar supera os 20% no ano, onde as precipitações são raras. Durante o ano, inclusive no inverno, a temperatura média fica em torno de 30 ou 32° centígrados, com queda brusca de temperatura somente à noite e madrugada, como é típico de regiões desérticas.


Chaminés e dutos para alimentação e circulação de ar para os "dugouts"

As atrações de visitantes em Coober Pedy incluem as próprias minas, os hotéis, o cemitério e as igrejas (a Igreja Ortodoxa Sérvia e a Igreja Católica), todas subterrâneas.

Abaixo, uma pequena sequência de imagens:





Pode-se chegar à cidade de carro utilizando a Stuart Highway (Rote 87) saindo de Adelaide ou Alice Springs.

Há também uma rota de ônibus diária saindo de Adelaide:



A Greyhound Austrália oferta o serviço pela linha GX580 (Adelaide > Alice Springs)

São 12 horas de viagem, saindo de Adelaide sempre as 18:00 e chegando em Coober Pedy cerca por volta das 05:15 da manhã seguinte. Página da empresa:


Há ainda, uma opção ferroviária, através do "The Ghan Train".



O The Ghan Train cruza o país inteiro ligando as cidades de Darwin (ao norte) com Adelaide (ao sul). Normalmente, 02 (duas) vezes por semana.



Faz duas longas paradas nas cidades de Katherine e Alice Springs para passeios locais. 

Oferece conforto e uma certa sofisticação aos passageiros enquanto cruza o vastos desertos centrais. A viagem de 3 mil quilômetros dura 2 noites e 3 dias.



Mas neste caso, para chegar em Coober Pedy, é preciso desembarcar em um ponto de parada, denominado "Manguri" (Contâiner Manguri), utilizado mais para manutenção e abastecimento das composições (Vejam nas imagens)...



Normalmente os passageiros são proibidos de descer ali, exceto se conseguirem uma autorização prévia de translado, com contratação de transbordo entre a parada e a cidade de Coober Pedy, antes de sair de Adelaide ou Alice Springs.

Vale lembrar que o contâiner é totalmente isolado e a cidade fica distante cerca de 42 quilômetros. Página da Great Southern Rail, que administra o The Ghan Train:


http://www.greatsouthernrail.com.au/trains/the-ghan


Via aérea:

A companhia aérea Regional Express também tem vôos diretos para Adelaide, partindo do Coober Pedy Airport:


Avião da ReX - Regional Express (Imagem de Adrian Ratter)




Coober Pedy é também a porta de entrada para algumas comunidades rurais ("outback"), como Oodnadatta e William Creek, que estão localizados no Oodnadatta Track. Há uma viagem duas vezes por semana, saindo da cidade, para essas comunidades e outros vilarejos locais para entrega e coleta de correio, frete geral e passageiros.