terça-feira, 4 de julho de 2017

Palmeiras & Adidas - Camisa II - 2017/18

Apesar de já ter citado esta nova camisa lá no POST do lançamento da camisa titular do Palmeiras (Veja aqui), esta camisa II merece ter seu lançamento oficial novamente tocado em assunto de post no blog...


Nasce o Palmeiras campeão
Clube lança nova camisa II para a temporada 2017-2018

O Palmeiras lançou no dia 29/06 a sua nova camisa II para a temporada 2017-2018. O uniforme, que poderá ser adquirido na loja oficial do Palmeiras na internet e na rede Academia Store, é inspirado em uma das mais emblemáticas conquistas do clube: o Campeonato Paulista de 1942.


Em campo, a estréia do novo manto será no próximo dia 09/07/2017, diante do Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro, no Mineirão.


A camisa, branca com listras verticais verdes e escudo que remete ao clássico emblema usado em 1942, traz nas costas a frase “E nasce o Palmeiras campeão”, em alusão ao episódio da mudança de nome sofrida pela agremiação naquele ano – durante a Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro exigiu que clubes e demais instituições ligadas aos países do eixo (Itália, Alemanha e Japão) mudassem a denominação.



Desta forma, o Palestra, que era líder do Campeonato Paulista, virou Palmeiras e, logo em seu primeiro jogo, já ergueu a taça do Estadual daquele ano.


"Esta nova camisa homenageia o título do Campeonato Paulista de 1942, o primeiro da história do Palmeiras com o novo nome, mas, acima de tudo, celebra nossas raízes e a tradição de conquistas do Palestra Italia", disse Maurício Galiotte, presidente do Verdão.


O novo uniforme conta com a tecnologia ClimaCool®, que considera como e onde o corpo produz mais calor e suor, aplicando tecidos específicos nessas áreas para melhorar a ventilação. O material permite que o atleta permaneça por mais tempo com a temperatura ideal do corpo.


A camisa já está disponível também nas principais lojas esportivas do varejo.

BLOG:

Que as imagens das novas camisas do Palmeiras para 2017/18 já haviam sido “vazadas” na rede faz tempo, isso é fato. Antes mesmo do lançamento da camisa titular, já sabíamos de toda coleção, inclusive das camisas II e III – mesmo que sem detalhes, mas sabíamos.

Entretanto, isso não diminuiu a curiosidade e a surpresa em alguns fatos.


Esta camisa II, na minha singela opinião, é a mais bonita das três – disparado!

Com o branco como predominante, agrega estilo, beleza e robustez ao projeto, com inserção das listras tradicionais. Mas aí vem o trunfo: o lindo layout do grafismo em “degradê” nas barras inferiores, com os elementos espalhados pela camisa com muito bom gosto. Aliado à isso, todos os aportes – TODOS -  absolutamente todos, sem exceção, em harmonia com as cores do projeto deixam a camisa menos agressiva em cores, e muito mais harmônica.

Enfim. Uma belíssima camisa.


Se puder, temos aí uma peça que queria agregar à minha coleção pessoal.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Wholetrain

Ao falar do VLT do Sobral, há alguns dias, um dos assuntos abordados foi o trabalho dos artistas OsGemeos nas composições do sistema, com artes aplicadas em homenagem à Belchior - Ilustre natural daquela cidade.

O Camisas & Manias resolveu escrever mais sobre o tema...


Primeiro ... Seus idealizadores:

Tudo começou lá em São Paulo, quando uma dupla de irmãos pintava uma estação de trem. 

“As pessoas queriam que a nossa pintura pudesse ser vista também na outra ponta do lugar. Como não podíamos pintar todas as estações resolvemos colorir o trem”, conta Gustavo. 


“Foi a solução perfeita para a questão. O suporte se locomovendo leva nossos desenhos para muito mais pessoas”

"Para ver nossos trabalhos, as pessoas tinham que pegar os trens e parar em determinadas estações”, lembra Otávio. “Aí começamos a pensar, junto com o ISE, outro grafiteiro de São Paulo, se não seria legal se, em vez disso, os trens levassem a arte para essas pessoas. Foi quando tivemos a ideia de pintar os próprios trens".


O próximo passo foi convidar grafiteiros do mundo todo para integrar o projeto e partir em busca de cada trem ainda cinza no país. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Natal, João Pessoa, Maranhão e Vitória já receberam esta visita colorida.

Mais conhecidos como: OSGEMEOS (1974, São Paulo, Brasil), Gustavo e Otávio Pandolfo, sempre trabalharam juntos. Quando crianças, nas ruas do tradicional bairro do Cambuci (SP), desenvolveram um modo distinto de brincar e se comunicar através da arte.


Com o apoio da família, e a chegada da cultura Hip Hop no Brasil nos anos 80, OsGemeos encontraram uma conexão direta com seu universo mágico e dinâmico e um modo de se comunicar com o público. Exploravam com dedicação e cuidado as diversas técnicas de pintura, desenho e escultura, e tinham as ruas como seu lugar de estudo.

No início dos anos 90 surgiram convites para intervenções públicas e exposições individuais e coletivas em museus e galerias do mundo inteiro.

Instituto de arte contemporânea - Gigante de Boston e Greenway

Em 2006 realizam suas primeiras mostras individuais nos Estados Unidos e Brasil. Desde então, já expuseram trabalhos e desenvolveram projetos em inúmeras cidades do Brasil, América do Norte, Europa e Ásia.

Trabalho em aeronave da companhia aérea GOL

O trabalho dos irmãos está ligado à sua vivência em São Paulo e mescla elementos desta realidade com um imaginário próprio e peculiar dos artistas, criando assim um universo lúdico e autêntico.


PROJETO WHOLETRAIN


Teve início em 2002, quando Gustavo e Otávio criaram painéis em estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Apesar de o Brasil ser um dos países mais liberais do mundo para o grafite, os artistas acreditavam que isso seria impossível, em função da burocracia ou mesmo da falta de autorização por parte das empresas.


Mas elas entenderam o incentivo de levar arte aos usurários dos trens e seguiram em parceria com o Projeto Wholetrain.

Em cada um dos lugares visitados, o time de artistas mudou.

“A ideia é estar sempre chamando pessoas diferentes para nos acompanhar. Isso é um ponto importante a ser destacado. Trouxemos muita gente boa que merece reconhecimento. Li várias reportagens sobre o Wholetrain em que afirmavam que tudo era um projeto d’Osgemeos e sua turma. Está errado. É difícil falar sobre patamares quando cada um aqui tem seu próprio estilo, caminho, trajetória de vida e escola. É uma mescla de referências e talentos do mundo todo”, desabafa Gustavo.


E ele está certo.

Popular pelas criaturas bizarras em escalas gigantes que pinta, Aryz veio de Barcelona, na Espanha.

Defendendo que todo artista deve dizer nunca para toda e qualquer limitação que exista, Francisco, ou Nunca, também integra o time.

Finok traz para cá uma fusão de culturas, fruto de suas passagens pela Índia, Europa e Estados Unidos.


A introspecção e frieza do cotidiano que permeia as obras de Kaur também são somadas ao trabalho, assim como as grafias em formato gigante de Gueto e toda a força e beleza que Cekis trouxe do Chile. 

Com centenas de trens pintados na bagagem, Vino, também de Barcelona, deposita aqui um pouco de sua vasta experiência. Ainda fazem parte da equipe os grafiteiros Coyo e Nevs.


O fato de todo o projeto não receber patrocínio do poder público é algo que chama bastante atenção. “Nunca fomos atrás disso e nem percebemos interesse por parte do governo ou do município, por exemplo. A única coisa que nos é cedida são os trens”, conta Gustavo.


O dinheiro que banca hospedagem, transporte e o material utilizado vem de uma empresa particular chamada EP7. “Ela é formada por colecionadores de arte, pessoas que entenderam a ideologia da gente e se apaixonaram pela ideia de levar arte através dos trens”


Ele ainda destaca que nunca foram procurados para pintar, a iniciativa sempre parte dos próprios artistas. “Acreditamos que o dinheiro do governo tem que ir para o povo. Para o usuário do trem, para quem utiliza o transporte. Que usem essa verba para melhorar o serviço, o próprio trem, o trilho, o ar-condicionado. Concordamos que se o sistema está ruim e precário, esse dinheiro tem de ser destinado a melhoria de tudo isso. A nossa parte a gente faz.


Com tantos estilos, traços e bagagens nas costas, o grupo precisou de um conceito. 

A ideia é representar elementos da cultura local em cada cidade que grafitam. Promover um diálogo entre nações. “Procuramos coisas ligadas ao folclore e à cultura popular. Para todos nós, principalmente para quem vem de fora, é muito interessante conhecer e entender o por quê de um personagem ter uma igreja na cabeça, por exemplo. A gente acaba inserindo tudo isso no que fazemos”.


"A ideia agora é estender o Projeto Wholetrain a todas as capitais do país e produzir um documentário, que já está em andamento", finaliza Otavio.


É claro que isso é só um resumo de tudo que essa galera já fez ou vai ainda fazer. Ficou curioso e quer ver mais? Então acesse no link abaixo a página oficial deles:


Completíssima, com matérias atualizadas, fotos, fotos, vídeos e todos os trabalhos e projetos estão lá. Fabuloso esse trabalho de levar cor (da vida! da cultura! da expressão!) para nosso mundo cada vez mais cinza...

Também tive como fonte uma matéria na:


Um grande abraço à todos e muita paz...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Cruzeiro & Umbro - Coleção 2017/18


A Umbro e o Cruzeiro lançaram neste último domingo (25) seu novo conjunto de uniformes da equipe para 2017/18. O novo manto celeste foi exposto em uma estrutura na esplanada do Gigante da Pampulha para apresentar ao torcedor a nova camisa, que foi usada pela equipe na partida no próprio domingo contra o Coritiba, no estádio.


A inspiração veio nos tempos gloriosos vividos pelo Cruzeiro Esporte Clube.  A Umbro decidiu trazer de volta a emoção das importantes temporadas da década de 90, presenteando a raposa com novos uniformes. 


A Camisa titular é predominantemente azul e apresenta uma releitura que soma tradição e modernidade, inserindo grafismos do cruzeiro do sul em estampa frontal, com tom levemente escuro. O escudo segue a última tendência e continua com a constelação do Cruzeiro do Sul, "solta".


Além disso, o modelo trás homenagens das conquistas como a Copa Libertadores da América (1997), Copa do Brasil (1993 e 1996), Supercopa dos Campeões da Libertadores da América (1991, 1992), Recopa Sul-Americana (1998).


Já na camisa nº 02, manteve-se o branco como cor predominante, acompanhada de detalhes em azul, uma gola polo de caimento elegante usa friso azul em retilínea e peitilho triangular, unindo a alfaiataria da Umbro com o amor Cruzeirense. E também com o escudo somente com a constelação estampada.


O modelo também ostenta as mesmas homenagens já citadas anteriormente, em alusão aos títulos da década de 90 na camisa titular.


Agora, o bolso: As camisas já estão sendo vendidas na loja do clube no estádio. A camisa "versão torcedor" custa R$ 239,90. Ela também poderá ser adquirida na versão "game", com pano semelhante ao utilizado pelos atletas durante os jogos. Esse modelo custa R$ 289,90.


BLOG:

Primeiro: Vi muita gente na web criticando o fato de não "se ousar" na elaboração de uma arte para camisa e por aí vai... Certo. Em alguns casos, isso ocorre de fato. Mas em outros... não.


Calma, eu vou tentar me explicar...

Trabalhar com clubes tradicionais e de grande apelo, como é o caso de Cruzeiro, seu rival Atlético-MG, Flamengo, São Paulo e etc, apresenta um pouco de dificuldade, pois quase sempre as idéias dos designers vão esbarrar com o estatuto do clube. Aqui, no caso do Cruzeiro, temos isso bem forte.



Versão feminina em exposição

Senão me engano, as únicas vezes que percebi algo diferente disto, foram para terceiras camisas.


Dito, isso, retorno para "papear" sobre esse lançamento.




Essa idéia de estampa frontal diferenciada... Já vimos isso esse ano? Sim. Chapecoense 2017 (Titular). Mas isso, de maneira nenhuma, quer dizer que a ideia não é boa! Muito pelo contrário! Para podermos conceber uma "novidade", mesmo que seja tênue numa camisa que não pode ter muitas disparidades, até soa muito bem!



Só que a estampa poderia ser melhor trabalhada. Eu a vejo, e sinceramente, não me vem à mente uma homenagem àqueles uniformes da década de 90 do clube. Falta algo. O escudo segue o padrão que a fornecedora e o clube tem adotado nos últimos lançamentos, e temos os acabamentos, que sim, dão a força aos novos uniformes.


As etiquetas, a arte aplicada no grafismo da camisa II, nos ombros, a opção por diferenciar as golas nos dois modelos, a coroa aplicada embaixo do nome da Umbro por trás das golas... E o numerário moderno e personalizado (com mascotes ou escudos dos clubes) ... Aqui no caso: a Raposa!



Esse numerário da Umbro para este ano 2017/2018 em suas camisas - já disse, mas vou repetir - sensacional!


Assim, no cômputo final e geral, vejo com bons olhos, mas não impressionou. Depois entram os necessários (mas irritantes) aportes e aí é uma mistura de vermelho e amarelo com o azul profundo que é muito fo******a de ver!!! 


Curiosidade:

Como já está ficando frequente nestes lançamentos...

Pelas redes sociais, circulou uma possível camisa do Cruzeiro para esta temporada.

Ela relembra o modelo usado pelo time na Libertadores de 1997.

Na barra contém as duas taças do torneio (1976 e 1997) conquistadas pelo clube celeste, com o número 20 - homenagem aos 20 anos do título do bicampeonato.

Perguntando pela mídia na época se este modelo era mesmo o escolhido pela diretoria, o clube negou.

Ao final, ficam fotos da camisa em campo: