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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Premonições, Presságios ... Existem?

Todos sabem do ocorrido naquela fatídica noite de abril de 1912, onde durante sua viagem inaugural, o HMS Titanic chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico, e afundou duas horas e quarenta minutos depois, na madrugada do dia 15 de abril de 1912... 


Seria possível que tragédias como a do Titanic ou como o ocorrido com as torres gêmeas em setembro de 2001, de tão marcantes e terríveis, podem, de alguma maneira ser premeditadas?

Morgan Andrew Robertson (1861/1915) foi um escritor popular durante final do século XIX e começo do século XX. Escrevia contos e novelas sobre o mar, naufrágios, sobrevivência e guerras.

<<< Morgan Robertson

Imaginativo, “autoproclamado” inventor do periscópio, influenciou outros escritores de sua geração como Edgar Rice Burroughs (autor de Tarzan e John Carter) e Henry De Vere Stacpoole (autor de Lagoa Azul).

Porém, sua fama se deve principalmente a um livro e uma série de coincidências bem intrigantes.

Cerca de 14 anos antes da trágica viagem do HMS TITANIC, Morgan escreveu um livro dramático intitulado de Futilidade (Original: Futility, or the Wreck of the Titan), que narrava à história de um navio de nome “Titan” que era considerado indestrutível e em uma noite fria de abril, tal e qual como foi com Titanic, choca-se com um iceberg e afunda.

Capa do livro Futility >>>

O mais assombroso nisso tudo é que tanto o número de mortes referido na história, a capacidade do navio fictício, tanto como a maioria (porém, não todas) das características técnicas do Titan eram exatamente iguais às do Titanic.

Para muitos, não passou de uma estranha e arrepiante coincidência e, para outros, terá sido uma premonição e, consequentemente um aviso deixado por Morgan sobre o desastre.

Não por acaso, o naufrágio do Titanic, uma das mais célebres tragédias do século 20, é acompanhado de diversas histórias de pessoas que de certa forma e à sua forma, “pressentiram” a viagem sem volta do transatlântico.

O empresário inglês J. Connon Middleton havia reservado passagens para ele e a família. 

Dez dias antes do embarque, ele sonhou com um navio de quilha para o ar, rodeado por passageiros e bagagem boiando. 

Para não assustar os parentes, ficou quieto.

Mas o sonho se repetiu na noite seguinte

Middleton resolveu adiar a passagem, pois a viagem não era urgente, e contou tudo para três amigos.

Na fatídica noite de 14 de abril de 1912, o Titanic bateu num iceberg e afundou no Atlântico Norte, matando 1500 pessoas, entre passageiros e tripulantes. 

Middleton relatou o caso para a Sociedade de Parapsicologia de Londres, acompanhado dos passaportes, das reservas e de uma carta com o testemunho assinado dos amigos.

Dias depois, novos registros foram aparecendo...


O marinheiro Colin MacDonald, por exemplo, recusou a função de subchefe de máquinas do Titanic por causa de um "presságio" de desastre nas caldeiras do navio.

Em alguns casos, foi pura superstição, como o ocorrido com os milionários J. P. Morgan e George W. Vanderbilt, que admitiram ter cancelado as passagens por medo de estar em uma viagem inaugural de um navio.

Com o jornalista inglês W. T. Stead não foi assim.

Até 1912, ele tinha publicado várias histórias, entre as quais o conto O Fantasma Branco do Desastre, a respeito de navios que afundavam no oceano e os passageiros morriam à deriva.

W.T. Stead >>>

Inclusive, Stead se interessava pelo assunto de cunho sobrenatural e visitou alguns médiuns, em busca de novas idéias fantásticas para os seus textos.

Nesses contatos, três deles teriam avisado sobre o acidente do Titanic, com premonições como “será perigoso viajar no mês de abril de 1912” ou “você estará no meio de uma catástrofe na água”.

Mesmo assim, Stead embarcou naquela primeira e última travessia do Titanic.

E, como por uma bizarra ironia do destino, como costumava narrar em seus livros, foi um dos que morreram no mar porque não havia botes suficientes para todos.

Mas, muita calma... Antes de sair procurando um trevo de quatro folhas ou uma ferradura, há em contra-ponto algumas explicações plausíveis, como veremos à seguir:

Todos as chamadas premonições acima se referem a preocupações muito normais e corriqueiras de suas respectivas épocas.

No começo do século 20, quando somente os navios dominavam o transporte de pessoas de um continente para outro, preocupar-se com naufrágios era tão comum quanto temer um atentado aéreo nos dias de hoje, quando os viajantes e turistas preferem o avião.


Ou seja: Como foco de inspirações para assuntos sensacionalistas, reportagens e matérias céticas, as viagens transatlânticas e as precárias condições de empresas náuticas e estaleiros da época eram "um prato cheio".

Nesse caso, Robertson e Stead teriam apenas (de certa forma) denunciado um fato corriqueiro daqueles anos: as empresas marítimas descuidavam (e muito!) da segurança.

Agora... Vamos viajar no tempo...

No dia 5 de setembro de 2001, o médium irlandês Zak Martin descreveu uma visão assustadora: “Na última semana, tive uma premonição muito nítida de um avião – parecido com uma aeronave comercial de passageiros – colidindo num arranha-céu e explodindo em chamas. Acho que é nos Estados Unidos – possivelmente Chicago”.

<<< Zak Martin

O relato de Martin foi enviado para o Registro de Premonições Psíquicas, uma entidade de parapsicologia do Reino Unido. 

Seis dias depois, não apenas um, mas dois aviões comerciais foram jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.

Como se sabe, ambos explodiram e cobriram de fogo e fumaça os prédios mais altos daquele país, que acabaram ruindo e virando uma pilha de vidro, concreto e aço. Coincidência? Previsão do futuro?


Levando-se em conta que Martin, aparentemente, nada tinha a ver com a Al Qaeda, o grupo terrorista acusado de promover o atentado, e contou o sonho quase uma semana antes da tragédia, a história rapidamente se transformou num badalado caso de premonição.

Outro caso famoso: A obra do pintor americano Charles Burwell. Em setembro de 2000, ele terminou de pintar um quadro em estilo surrealista de 60 por 84 centímetros.

<<< Charles Burwell

A obra tinha tudo para permanecer anônima fora da turma das artes plásticas, não fosse um bizarro detalhe: em vez de relógios derretidos como os de Salvador Dalí, Burwell desenhou a imagem de um prédio coberto pelo que parece ser uma nuvem de fumaça em forma de sorvete de casquinha, destacando-se no horizonte de uma metrópole.

Exatamente um ano depois, o próprio pintor se surpreendeu com a semelhança entre a tela e as fotografias das torres gêmeas queimando, publicadas no mundo todo. 

Independentemente da explicação, a tela foi batizada de PREMONITION, ou “premonição”, em português. 

A tela "PREMONITION" de Burwell (Setembro de 2000)

Mas tal como o Titanic, aqui também encontramos fatos normais: 

Na época estava em evidência assuntos relacionados à terrorismo e ataques suicidas. 

Em 1998, a inteligência americana alertou a Casa Branca para a possibilidade de ataques terroristas, com o uso de aviões, dentro dos Estados Unidos. O relatório estaria fatidicamente certo, como comprovou o atentado de 11 de setembro de 2001, e não foi feito por nenhuma equipe de precognitivos, e sim por equipes de agentes “normais”.

Vários outros casos em diferentes épocas e tipos de acontecimentos podem ser facilmente encontrados em pesquisas pela web. Casos de desastres e ocorrências precedidas por algumas premonições. Mas em todos, absolutamene todos, as explicações lógicas e dedutivas estão juntas. 

E você, leitor? No que acredita? Um determinado destino pode ser alvo de uma premonição? Ou, não... Seria uma bizarra coincidência por efeito de assuntos em evidência amplamente abordados e que eventualmente podem realmente ocorrer?


Fonte de matéria:

Bônus do C&M

Como o blog abordou sobre o Titanic, para fechar este post, trazemos um vídeo explicativo sobre como o gigante submerso foi encontrado 73 anos depois de seu naufrágio.

Na verdade, Robert Ballard havia sido convidado pelo governo americano para encontrar (missão secreta) dois submarinos nucleares que haviam naufragado na década de 60 no oceano Atlântico.

Com isso, Ballard vislumbrou então, a possibilidade de concretizar seu sonho: Achar o Titanic. Convido-os à assistir a história completa:


Crédito vídeo : ÉPOCA (Editora Globo)

Obrigado por sua visita aqui no C&M... 
TCHAU...

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