Destaque da Semana

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sábado, 18 de março de 2017

Tô Ryca - "Pitaco" C&M


Sinopse:

Selminha (Samantha Schmütz) é uma frentista que tem a chance de deixar seus dias de pobreza para trás ao descobrir uma herança de família. Mas para conseguir colocar a mão nessa grana, ela terá que cumprir o desafio lançado por seu tio: precisa gastar R$ 30 milhões em 30 dias, sem acumular nada e nem contar para ninguém. Mas, nessa louca maratona, ela vai acabar descobrindo que tem coisas que o dinheiro não compra.


TRAILER:

AVISO do C&M: As observações e notas do blog, não são, de maneira nenhuma, o retrato ou consenso comum de opinião. É só uma simples e humilde opinião do blog, na forma de um simples bate-papo cinéfilo.

< ALERTA DE SPOILER! >

O Cinema Brasileiro nos últimos anos vem ficando cada vez mais dependente de filmes neste estilo. Comédia e a comédia satírica.

Tivemos alguns exemplos como O Político Honesto, Um Suburbano Sortudo, Até que a Sorte nos Separe, entre outros.

Para início de conversa, Tô Ryca é exatamente uma versão tupiniquim de Brewster’s Millions. Acham que não?


Vejam uma rápida sinopse:

Jogador de beisebol falido (Richard Pryor)  descobre ser o único herdeiro de uma imensa fortuna. Contudo, para recebê-la, deve gastar 30 milhões de dólares em 30 dias, sem contar nada a ninguém, o que não é tarefa fácil.


*** Inclusive no enredo (até a parte política!)


Chuva de Milhões (Brewster’s Millions) – 1985

* * *

Devidamente evidenciado isso, vamos ao nosso filme brasileiro…

Selminha, frentista em um posto de gasolina na zona sul do Rio, vive seu dia-à-dia realista: Moradora de uma comunidade carente, com dificuldades financeiras extremas, desânimo diário, desilusões e tudo mais que a maior parte do povo da classe C e D compartilha.


Aliás, o início do filme enfatiza bem essa parte, com os modos de vida de Selminha, os demais personagens e o “sofrimento” nos deslocamentos entre casa e trabalho. Tudo em companhia de sua melhor e inseparável amiga Luane.

Mas, em um determinado dia, um homem de terno preto e óculos escuros (me senti vendo MIB – Homens de Preto) chega em sua casa e insiste – até mesmo com um pouco de truculência (???) que ela o acompanhe de qualquer jeito, para um local desconhecido e sem explicar o motivo. Como Assim??? Na minha opinião, primeiro exagero do filme...


Mas tudo esclarecido e Selminha fica sabendo que está (quase) milionária, fruto de uma herança de um parente distante.

Mas há um desafio.

Para ganhar os 300 milhões, precisará gastar 30 milhões em 30 dias. Únicas regras: Não acumular e nem ter bens no seu nome, ter apenas um limite de 5% para gastar em jogos de azar ou doações, e ninguém poderá saber de absolutamente nada disso. Ao final dos trinta dias, Selminha deverá estar nas mesmas condições em que começou.


Está montado todo conteúdo do filme. A saga homérica (e porque não divertida) para gastar 30 milhões em um mês.

No momento em que estamos vendo o filme, até ficamos pensando em como cumprir esta missão... Mas depois, de cabeça fria, vemos que temos sim, várias maneiras de fazer isso. 

Mas se assim fosse não teria o motivo para a existência do filme e tampouco as mensagens (claríssimas) que quer passar.


Temos então várias passagens no enredo: A consoante moral, passando pelo golpe dos banqueiros, o conflito racional de Ulysses e Marilene, a doença de Nico e o desespero e crescente desilusão de Luane com Selminha.

No meio disso tudo, as passagens cômicas nas cenas, que até geram algumas boas risadas, como na fase política de Selminha x Falácio. O choque político e cultural entre eles é bombástico e de certa forma mostra nosso atual (e falido) momento político.


Samantha se sai muito bem como protagonista Selminha, esbarrando somente num roteiro fraco, pois nos faz assistir um filme abrupto, em que as cenas e ações são inseridas repentinamente, e sem uma explicação aparente. Ah, e claro... Temos cenas da nossa querida e saudosa Marília Pera, numa atuação bastante restrita, mas que ainda assim, nos encanta!!!

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