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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Club América-MEX & Nike 2017/2018

O Club América e a Nike apresentaram os novos uniformes para temporada 2017/2018.


A inspiração para os modelos foram os "guerreiros águias”, combatentes que eram considerados da elite na época pré-hispânia.

CAMISA TITULAR

A camisa titular se apresenta nas cores tradicionais dos Águias, adotando um padrão geométrico em forma de losangos no peito. O dorso superior temos o azul escuro predominante, e no dorso inferior o amarelo claro, quase em tom de “creme”. O vermelho aparece em uma das “carreiras” de losangos do peito.


O escudo do clube aparece no lado esquerdo do peito e dentro da camisa, e abaixo da gola, internamente também, há a renderização gráfica de uma águia, representante insígnia da instituição.


CAMISA ALTERNATIVA (II)

A camisa alternativa (II) é apresentada no padrão Branco como dominante.


A mesma inspiração e os mesmos elementos geométricos são alocados na região dos ombros, mangas e parte superior às costas (abaixo da gola), e têm-se a inversão de cores. 

As cores predominantes na camisa titular são utilizados nos losangos desta camisa, com ênfase para o azul e com o vermelho e o amarelo “creme” em duas carreiras de elementos.


Os novos uniformes das Águias contarão com a tecnologia Dri-FIT tradicional, que leva o suor do corpo para fora, fazendo com haja uma evaporação rápida. Isso permite que os jogadores tenham melhora no seu desempenho.


BLOG:

Bueno... Fiz questão de postar essa novidade da NIKE para os Águias, por uma questão de justiça também. 

Quem acompanha o Camisas & Manias, principalmente nestes posts de novidades em camisas de clubes, sabe o quanto sou "ferrenho" crítico de alguns trabalhos da vírgula, justamente pela falta de foco ou criatividade.


Em alguns casos, como este, tenho que PARABENIZAR a Nike por este belo trabalho.

Buscar a inspiração no âmago da história pré-hispânica e ainda por cima com isso, "lacrar" uma sincronia com a alcunha do clube, convenhamos, é fenomenal. Por si só, já merece um "jóinha". Mas, felizmente, não ficou só nisso... 


As camisas ficaram belas. Belíssimas. O conjunto inteiro ficou muito bonito!

Cores muito bem trabalhadas e estampadas, escudo combinando com o conjunto...

Entretanto, temos uma curiosidade. O layout geométrico do modelo I ficou muito parecido com o utilizado pelo clube em 1995:

Claro, salvo as devidas comparações, como cores e disposição do grafismo. 


Creio que aqui, tivemos um "baita" coincidência, que é bem possível e passível de ocorrer, visto que a idéia ou inspiração pode ter sido a mesma, e a aplicação de tal layout seria bem comum em ambos os casos. Explicarei depois, mais à seguir...

Para finalizar o "papo" sobre a camisa atual, a "away" também ficou linda e ainda mais harmônica e elegante que a titular - na minha opinião. Somente os aporte da "The Home depot" não muda sua tonalidade e destoa. O outro aporte - maior - se comporta harmonicamente em ambos modelos.



BÔNUS ... :

A Fonte da Inspiração

Os Cuauhtli eram os Guerreiros Águia que, ao lado dos Ocelotl (Guerreiros Jaguar), compunham a elite militar asteca.

Imagem: Historiablog.com

Os Guerreiros Águia eram ornamentados com adereços e utensílios ao poderoso animal e para ingressar nessa força militar era exigido um rigoroso preparo de homens que necessariamente já eram guerreiros antes de merecerem o privilégio e a honra de se vestirem de águias.

Um guerreiro águia em luta contra um soldado espanhol

Ainda quando meninos, futuros integrantes da elite guerreira asteca eram selecionados entre a nobreza ou mesmo entre a população comum se já demonstravam precoces aptidões excepcionais.

Apesar do treinamento duro, ingressar oficialmente nas fileiras da Sociedade dos Guerreiros Águia exigia dos jovens aspirantes provas de habilidade e valor em combate e a captura de inimigos era um meio de atender a essa exigência.

A quantidade de capturas por guerreiro como requisito varia de acordo com relatos, estando entre quatro a doze ou mais prisioneiros e essas capturas exigiam um mínimo de duas batalhas consecutivas.

Os prisioneiros também deveriam atender a requisitos, sendo excluídos aqueles que fossem fisicamente frágeis ou debilitados, exigindo presas em pleno vigor físico. A captura deveria ocorrer sem utilização de armas letais (o que facilitaria a intimidação, reduzindo o efeito da habilidade sobre o resultado).

Uma vez aprovados, os guerreiros manobrariam armamentos como arcos, lanças, punhais, estilingues, propulsores de lanças, “macuahuitl” (arma de madeira incrustada com lâminas de obsidiana) e com utensílio de proteção como armadura de acolchoada de algodão, escudos e o característico capacete em forma de águia.

Também passavam a gozar de privilégios e reconhecimento social, podendo ostentar publicamente sinais de distinção, dispor de concubinas, ter terra sem cobrança de impostos com direito de transmissão por herança e também podiam participar da vida política.



Mas ser um Guerreiro Águia não era o limite da ascensão social pela via militar, pois a carreira exigiria outras demonstrações de valor e bravura com a possibilidade de novas promoções.

Fonte:

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