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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Rio de Janeiro e os BRT's - Uma análise rápida...

 
Estão previstos para 1º de março, o início das obras dos corredores BRT's no Rio de Janeiro.

Como já abordado por este blog, anteriormente, o primeiro será o Transcarioca, que fará a ligação Barra-Penha, no primeiro lote (fase), e depois a sua extensão, da Penha até o Aeroporto do Galeão, num segundo lote.



Um dos primeiros projetos da obra à sair do papel, será a construção de um "mergulhão" no Largo do Campinho, com 150 metros de comprimento.

A previsão inicial é que estes dois lotes estejam prontos até Dezembro 2013.

Haverá ainda uma integração com outro projeto BRT,  o Transbrasil, que como o próprio nome enseja, será alocado na Avenida Brasil.

Veja o vídeo sobre os dois projetos, com um bom detalhamento gráfico, AQUI.

Palavra do BLOG: O BRT é um sistema que se bem implantado, pode sim, surpreender. Ao contrário do que muitos pensam por aí, o "taxando" de transporte "pobre" ou ainda, de país subdesenvolvido - Aqui vale uma lacuna curiosa... Nós somos um país em desenvolvimento, ainda não desenvolvidos... - é sim, um sistema versátil. 

Não sou contra, em absoluto, ao Metrô, Trem, VLT ou qualquer outro sistema por trilhos, de maneira nenhuma, pelo contrário. Mas defendo o BRT por ele ter sim, suas vantagens, e claro, desvantagens em comparação à estes. 

Posso citar por exemplo, o problema que um trem da Supervia apresentou na estação de S. Cristóvão, hoje (23Fev), e que causou com isso atrasos, e fez com que outras composições de outros três ramais não pudessem efetuar paradas em três estações do trecho por conta disso. Até o meio da manhã, ainda não haviam regularizado a situação. No BRT isso não ocorre, pois sua operacionalidade permite continuar operando mesmo com outros veículos avariados no trecho.

Porém, reitero: o trem e o metrô são sistemas que transportam muito mais pessoas por composição, e de energia limpa. Isso é verdade absoluta. ÊÊÊ, gente, qual é? Não sou hipócrita e nem tampouco "sonhador". 

O que ocorre é que na verdade estes sistemas tem que ter uma manutenção e acompanhamento quase que milimétricos, britânico, para se manterem operacionais com 100% de tranquilidade. Qualquer queda de energia, ou ainda, quebra de composição por problemas técnicos, acarretam problemas sérios. 


Basta ver os episódios ocorridos no metrô de São Paulo há um tempo atrás por conta disto.


Problema no Metrô de SP: Composição avariada nos trilhos, sem possibilidade de movimentar-se. Retém composições e os usuários precisam se locomover pela via até a estação mais próxima.

Outro problema que não pode haver num sistema BRT são as paradas por sinais de trânsito. Esse é um problema aqui em Curitiba, pois nosso sistema foi implantado em 74 e depois atualizado na década de 80/90 e mantém-se assim, na maioria dos troncais. 

Principalmente na área central em que o número de cruzamentos é grande, causa uma atraso na operacionalidade imensa. Já no projeto do Rio de Janeiro, pelo vídeo, nota-se que não haverá cruzamento com vias normais, nem sinais de trânsito. Os veículos trafegarão livremente. No lugar  dos semáforos serão contruídos "mergulhões". 

Ótimo! Com isso, a velocidade operacional se mantém, e o sistema chega num tocante à velocidade, perto de muitos metrôs, e às vezes supera-os. 

As vias segregadas tem que ser SEGREGADAS mesmo, para funcionar. Faixas exclusivas pintadas com sinalização vertical e compartilhando uma mesma via costuma não funcionar, como em Copacabana. Os motoristas dos automóveis com o tempo e o stress do trânsito acabam por invadir as vias do BRT. Aí, danou-se...  As vias tem que ter ferramentas físicas para separá-las do trânsito. Barreiras, calçadas... 

Bom exemplo se segregação de pistas: Vias duplas, para possibilitar as ultrapassagens entre linhas, e a total separação do fluxo com automóveis.

Outra coisa importante... Sou defensor do sistema BRT com utilização de veículos bi-articulados, para uma maior capacidade e deslocamento de usuários. Para uma cidade com a população do Rio de Janeiro, isso é óbvio. Já adianto que a utilização de articulados não suprirá a demanda. E, claro, um estudo detalhado desta demanda e de usuários versus frota e horários será fundamental. Mas aí já é um papo técnico...

Veículo Bi-articulado
Na opinião do blog, não adianta... tem que ser o busão aí de cima...

Vendo o vídeo, e lendo algumas reportagens, com a exposição das complexidade das obras em alguns trechos, as desapropriações que serão geradas (e serão muitas), tornam os projetos do RJ verdadeiros desafios... É ver para crer.

OBRIGADO por sua VISITA...

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