Destaque da Semana

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Lapa, again...


Já deu para notar aqui no blog, que eu curto demais a cidade da Lapa (PR), não? É uma aprazível e simpática cidade, que não é longe de Curitiba (60km) e principalmente, aos domingos, proporciona um bom passeio, principamente para curtir um bom almoço e uma tarde sossegada, daquelas para “recarregar as baterias”.


Recentemente, estivemos lá novamente – para um almoço daqueles – e depois uma pequena volta na área históriaca central, uma visita breve ao MUSEU da LAPA que resumo em algumas imagens:





INFORMATIVO C&M:

O Theatro São João (Imagem acima) foi Inaugurado em 1876, como sede da Associação Literária Lapeana e Biblioteca. Em 1880, recebeu a visita do Imperador D. Pedro II e sua comitiva, tendo o Imperador ficado impressionado pelo fato duma pequena cidade dispor de tal teatro. Durante as batalhas heróicas do Cerco da Lapa, foi convertido em enfermaria, tendo sido bastante avariado pelas balas dos canhões das tropas que cercavam a cidade. Restaurado e conservando todas as suas características originais, da arquitetura ao mobiliário, com capacidade para 212 lugares, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.


Antonio Ernesto Gomes Carneiro nasceu em Serro (MG). Por ocasião da eclosão da Guerra do Paraguai encontrava-se no Rio de Janeiro, onde alistou-se como soldado no 1º Corpo de Voluntários da Pátria.

Durante a guerra, alçou o posto de Sargento e posteriormente de Alferes por bravura (Foi ferido por três vezes – Batalhas de Estero Bellaco, Piquissiri e Lomas Valentinas), onde mal se reestabelecia e se reapresentava em combate.

Ao final do conflito, alistou-se na Escola Militar em 1872 e atingiu o posto de Coronel em 1892.

Convocado para a região sul durante a Revolução Federalista, foi nomeado comandante do 5º Distrito Militar, mas depois por ordens de Floriano Peixoto passou o comando para o Marechal Pego Junior. 

Carneiro conhecia Pego por sua idéias monarquistas e temeu esse unir-se aos revoltosos, mas isso não se deu, por outro lado, Pego Junior e Vicente Machado então governador do Paraná, fugiram do estado covardemente com suas tropas (essas que eram de mais de 1.000 homens que ficaram desorientadas e então, desertaram e/ou perderam-se na fuga).

O Paraná a capital Curitiba estavam sem exército e governantes, só Lapa estava guarnecida, Carneiro e suas tropas foram cercadas na cidade da Lapa, Paraná, em um dos mais célebres episódios da vida militar brasileira, conhecido como Cerco da Lapa.

Gravura : A Morte de General Carneiro (Museu da Lapa)

O cerco da LAPA

Foram vinte e seis dias de feroz resistência com um efetivo militar de apenas 639 praças e patriotas (civis voluntários), que foram cercados por mais de 3.000 homens comandados por Gumercindo Saraiva. A capitulação da Lapa só houve depois da morte de Carneiro e pela falta comida e da eminente falta de munição.

O ambiente retratado no quadro mais acima permanece intacto (como pode ser visto na foto acima). Este é o catre onde faleceu General Carneiro - Museu da Lapa.


A resistência definiu o vencedor, pois atrasou o avanço dos federalistas e permitiu que as tropas legalistas se organizassem e posteriormente derrotassem os revoltosos.



Uniforme militar da época - Pela cobertura "vermelha" as tropas eram apelidadas de pica-paus (Museu da Lapa).

O então Coronel Gomes Carneiro foi ferido, morrendo dois dias depois, em 9 de fevereiro de 1894, ainda dando ordens. Um dia antes, sem o saber, fora promovido a General de Brigada, "por bravura".




Seus restos mortais se encontram no Panteão dos Heróis na cidade de Lapa junto com todos os combatentes que morreram no cerco e os que morreram posteriormente.

Na obra O Triste Fim de Policarpo Quaresma, o escritor Lima Barreto abandona momentaneamente a ficção e lhe faz um insuspeito elogio:

... só a Lapa resistia tenazmente, uma das poucas páginas dignas e limpas de todo aquele enxurro de paixões. A pequena cidade tinha dentro de suas trincheiras o Coronel Gomes Carneiro, uma energia, uma vontade, verdadeiramente isso, porque era sereno, confiante e justo. Não se desmanchou em violências de apavorado e soube tornar verdade a gasta frase grandiloqüente: resistir até a morte.


Ao saber da queda da Lapa, Marechal Floriano Peixoto exclamou:

-"Se a Lapa caiu, Gomes Carneiro morreu!"

Foi, por seu valor inconteste, designado Patrono do Sétimo Regimento de Infantaria, na cidade rio-grandense de Santa Maria, uma das maiores e mais famosas unidades do Exercito Brasileiro.

Uma das principais avenidas da cidade de Sorocaba, a avenida General Carneiro, é homenagem a seu nome.

***

Ainda deu para registrar um dos murais existentes na cidade  de um dos artistas paranaenses que mais gosto: A obra João Paulo II de Poty Lazarotto...


E, como sempre, meus hobby's se apresentam nos passeios, e antes de rumar de volta para Curitiba, pude registrar um ônibus que estava preguiçosamente estacionado ali perto, aproveitando um agradável fim de tarde de domingo:


OBRIGADO pela sua VISITA aqui no blog...
Tchau...

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