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sexta-feira, 30 de março de 2012

Um crônica improvisada de aniversário...


Curitiba ontem despertou com aquele jeitinho de Curitiba! Cinza... Mas um lindo cinza! Afinal, era uma data especial. São 319 aninhos! 


Apesar de todas as mazelas diárias, nossa cidade continua ali, impassível, nobre, bondosa, nos acolhendo – aliás, como é acolhedora nossa Curitiba! – no dia-à-dia, e se mostrando em seu explendor.

Reclamamos, xingamos, ficamos “de varde”, passamos por quatro estações no mesmo dia, deparamos com pessoas introspectivas (mas não por maldade!) mas sempre no final, adoramos nossa cidade. Eu sei... Não sou curitibano nato, mas a adotei como meu lar. E a defendo com unhas e dentes!

Ao cair da noite, coincidentemente, tinha um compromisso, e para tal, tinha que atravessar a cidade. E a noite estava incrivelmente bela, um friozinho teimoso, mas gostoso. 

Gosto de usar o transporte coletivo de Curitiba, mas, opto por andar de carro no bairro (onde também trabalho), por ser mais cômodo e viavelmente econômico, porém, ao deslocar-me para outros bairros mais distantes ou o centro da capital, opto por deixar meu carro no estacionamento nas cercanias do Terminal do Carmo e usar os ônibus. Ontem não foi diferente.

Seria pelo aniversário da cidade(?), mas notei que as pessoas ontem estavam mais reluzentes, mais alegres. Somente no meio de meu deslocamento, resolvi “brincar” de registrar a noite muito bacana que estava se desenrolando. Durante o dia Toquinho reuniu cerca de 10 mil pessoas na “Boca Maldita” em pleno meio-dia:


E à noite, havia um ânimo diferente na região central da cidade...

Dois momentos distintos no entorno do Museu Oscar Niemayer. Quando passei mais cedo, por volta das 19 horas, esperando por minha carona até meu compromisso ali nas imediações, percebi (nada melhor que alguns minutos para você perceber e prestar atenção em certas ocasiões e locais) que o local está mergulhado numa penumbra assustadora:



Minha primeira “pontinha” de tristeza. Os únicos locais com mais iluminação no local advém da estrutura principal (o olho) e da estação tubo. Um local tão atrativo, tão bonito, transmitindo à noite, uma sensação de abandono tão estranha! 

No estacionamento anexo ao museu e em frente à estação, muito movimentado, aliás, somente as luzes dos faróis dos carros se sobressaiam no cenário muito escuro:


Um perigo real para os seus frequentadores, à mercês da ação dos marginais de plantão. Um olhar de nossa prefeitura com mais carinho, e para resolver um problema tão simples, caíria muitíssimo bem.

Depois, no retorno, pude presenciar algo que iria corroborar minha posição acima: Havia um tipo de encontro ou evento ocorrendo ali, em que várias pessoas – acho que umas 50 pessoas – todas munidas de máquinas fotográficas estavam ali, em volta da estação tubo e do museu fazendo suas captações fotográficas, e este humilde blogeiro apareceu em vários cliques, e apesar de minha imensa curiosidade, não pude descobrir do que se tratava... 

Tentei registrar o grupo, mas a escuridão e o celular não ajudaram muito...

Mas era bacana, pois o pessoal fotografava quase tudo! Mas a curiosidade foi-se comigo para o bairro.

Início de viagem... ônibus ainda vazio... esperem um pouco...

Umas fotos saem no improviso, loucura... Mas gosto do resultado final às vezes, como nessa, do ônibus acessando a estação Centro Cívico:




Depois desta parada, o panorama do ônibus alterou-se:


Eram 22 horas, e a cidade continuava exalando uma certa alegria no ar. Decidi registrar mais fotos pelo celular (que não ajuda) durante o trajeto, mas para minha imensa tristeza, a bateria do “danado” me deixou na mão, justamente nos cliques mais bacanas, como o Teatro Paiol, com uma iluminação lindíssima visto do ângulo do ônibus, enquanto adentrava na estação tubo homônima, e do panorama da Linha Verde e suas luzes arrebatadoras vistas de cima do viaduto na Avenida Marechal Floriano.


Numa loja de materiais de ferragens, logo à frente, um imenso pavilhão nacional desfraldava ao sabor do vento leve. No Terminal do Carmo, o movimento frenético de retorno para o lar.  Valia muito outro registro, mas... Deixo meus registros feitos em outro dia...


E assim, retorno ao meu carro, e sigo para casa. A outra tristeza fica por conta de acreditar que nós (população) temos nossa parte no contexto dessa história com a cidade. A situação do ônibus que eu estava (na ida, mais cedo) me deixou muito triste. Todos seus vidros riscados, que à luz da noite causavam um efeito retógrado ao sentimento do dia, até...  Triste:


Já falei muito sobre o assunto em outros posts aqui no blog, e não vou me extender, mas repito: precisamos cuidar mais de nossa “casa”. Nossa cidade é nossa casa. Um dos maiores problemas de Curitiba, infelizmente é o alto grau de vandalismo. Violência, saúde e educação são problemas de âmbito nacional, e nossa cidade está inserida nisso, mas quando falamos de problemas com foco regional, acho que o vandalismo é uma de nossas maiores mazelas.

No transporte público, no mobiliário urbano, nos parques, nas creches, nos postos de saúde... E mesmo assim, a cidade sorri para nós em seu aniversário e em todos os seus dias! 

Nossa "little" Avenida - Boca Maldita (centro-Curitiba) retratada pelo excelente Paixão para o Jornal Gazeta do Povo.

Bem... Ainda restavam um tempinho para um pedaço de bolo em homenagem à cidade. Valeu Curitiba! Até os 320 anos!

Tchau!... 
Ah... Obrigado por sua visita!

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